Carreira

10 caminhos para encontrar o melhor momento de mudar a estratégia de carreira

Fui questionada recentemente por uma advogada muito dinâmica e ativa, porém bastante jovem, sobre qual seria o momento ideal para mudar a estratégia de carreira como advogada, ou profissional. Ela me perguntou especificamente sobre qual seria o tempo para sair de uma situação cômoda e arriscar-se em novos horizontes.

Bem, confesso que jamais refleti sobre esta questão porque sempre fui demasiadamente intuitiva. Tomei decisões mais motivadas por um feeling natural, do que por estratégias matematicamente calculadas. Não que eu costume a me expor a riscos descomedidos. Nada disso. Mas, ajo no momento em que me sinto motivada e ao mesmo tempo encorajada a agir de um modo ou de outro.

Pensar demais sobre algo que constantemente me vem à mente tem o efeito paralítico em mim. Portanto, se passo mais de meses pensando insistentemente, mas nada faço a respeito disso, pronto, perco a motivação, me torno indecisa, imóvel. Nada tende a progredir a respeito daquilo.

Na minha vida, todas as mudanças surgiram por um conjunto de fatores que talvez se resumissem em:

Insatisfação latente ou insistente

Comecei um processo de mudança, sobretudo por me sentir insatisfeita com a situação em que me encontrava.  Certamente acredito que a insatisfação seja uma das maiores molas propulsoras da humanidade. A insatisfação criou a roda, já pararam para pensar nisso? Todavia, refletir que a insatisfação é fator que justifica a reclamação é uma bobagem sem precedentes. Quando insatisfeitos, comumente podemos nos tornar pessoas que somente se queixam e reclamam de tudo e todos. Vítimas permanentes das circunstâncias. A insatisfação que se torna reclamação é perda de tempo, de energia, de oportunidade, de felicidade e de evolução. Entretanto, é capazes de despertar o senso crítico e a criatividade. Inclusive, essa sim é a insatisfação que move, a que todo mundo deve ter dentro de si em alguma dose.

Crença em minha própria capacidade de realização

A insegurança sobre sua própria capacidade é uma sabotagem comum entre as pessoas e acredito que isso pode ser causado muito mais pelo olhar pousado sobre o outro, do que sobre um real e eficiente processo de autoconhecimento. Portanto, devemos ter cautela ao admirar o outro. Quando os feitos de alguém ou suas qualidades servem de estímulo para que possamos concluir por meio de dados reais que é possível alcançar determinados objetivos, simplesmente pela convicção de que todo o ser humano é criado com a mesma matéria e munido, quase sempre, das mesmas competências físicas e mentais, é muito válida a inspiração. Se, no entanto, usarmos as pessoas como índice comparativo ou como meros objetos de desejo no tocante ao “querer ter” o que aquela pessoa aparenta ter ou ser, estamos fadados à frustração, tristeza e revolta, e a questionarmos nossa capacidade de realização de forma vazia.

Necessidade que suplanta o medo

O medo pode verdadeiramente minar a evolução. Contudo, se tem algo poderoso que pode eliminá-lo é a tal da necessidade. A urgência é um antídoto poderosíssimo de movimentação do ser. Se não há necessidade ou se a consciência de que a solução virá sempre de um terceiro, a ajuda ou apoio financeiro, a tendência natural do ser humano é dar menos de 10% de sua capacidade na concretização do objetivo.

Ambição acerca de uma projeção de futuro muito sedimentada

Eu sempre fui ambiciosa. Sim, e digo sem receio algum de julgamento. Sem ambição, não há motivação. Certas pessoas confundem ambição com ganância, mas, esta última diz respeito à ânsia incontrolável por dinheiro. Na prática, a ambição trata-se de algo que o ser humano considera importante ao seu senso de realização e pode estar ligada a fatores materiais ou não. Ou seja, essa característica deve existir tanto quanto as outras, porém, jamais ser maior do que o senso ético.

Autonomia

Procurar depender o menos possível dos outros para iniciar uma etapa em sua vida é primordial. Mas, não significa que você não possa buscar ajuda e valer-se do networking. No entanto, aguardar que os outros decidam fazer por você aquilo que sabe perfeitamente como realizar é inaceitável.

Percepção de que o status não mais acrescenta ou entusiasma

Tédio, falta de desafios e obstáculos. Esses são os fatores que minam não só a autoestima como também a vontade de fazer, melhorar e evoluir. Se esses elementos estão presentes em sua vida há algum tempo, reveja sua situação com urgência.

Dizer não

Muitas pessoas vão querer barrar seus passos por conveniência própria. Aprenda a dizer não. Mas, com inteligência. Não crie inimizades por isso.

o pensar no que deixou para trás

Escolheu mudar? Então, o passado só te servirá de experiência. Esqueça-o. Matutar se a sua decisão foi boa ou ruim te trará incertezas e dores de cabeça.

Certificar-se de que suas fontes de apoios são seguras e confiáveis

Amigos e parceiros leais são essenciais no seu caminho.

Decidir-se e ir atrás     

Algo a dizer aqui? Acho que não.

Por Lislaine Schmidel  advogada, sócia da Schmidel e Associados, mentora feminina e influenciadora de conteúdo digital.

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