Atração

60% das empresas não tem programas de diversidade

Uma pesquisa inédita divulgada pela Talento Incluir em parceria com o VAGAS.com identificou que a maioria das empresas não tem programas de diversidade e não está totalmente preparada para lidar com o assunto. No estudo, 60% dos profissionais de RH afirmaram não ter iniciativas com esta finalidade contra 40%.

O levantamento também traz um dado importante sobre a diversidade no ambiente de trabalho. De acordo com 62% dos profissionais de Recursos Humanos respondentes, as empresas onde eles trabalham não estão totalmente preparadas para lidar com a diversidade. Outros 25% acreditam que as companhias onde atuam não estão aptas a tratar do tema enquanto 3% não souberam opinar. Somente 10% dos profissionais declarou que suas corporações estão prontas para essa questão.

Em se tratando de pessoas com deficiência, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), mais de 24% dos brasileiros (45 milhões de pessoas) tem algum tipo de deficiência. Neste contexto, apesar da importância e da obrigatoriedade da lei, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal ainda é muito abaixo do desejável. Segundo informações divulgadas em 2016 pela Relação Anual de Informações Sociais – solicitada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (RAIS) -, cerca de 420 mil deficientesestão com empregos – o que corresponde menos de 1% do total de pessoas com deficiência no país.

Por isso, que há dez anos surgiu a consultoria Talento Incluir, com o objetivo de melhorar a realidade dos profissionais com deficiência por meio da conscientização e mudanças de paradigmas sobre a inclusão. Ao longo de sua trajetória, a companhia viabilizou oportunidades para mais de 3.000 profissionais em marcas como Gol, Raia Drogasil, Bradesco e GRU Airport.

Fundada pelas sócias Carolina Ignarra e Juliana Ramalho, a Talento Incluir desenvolve projetos de consultoria, treinamento, seleção e retenção de colaboradores de uma maneira diferenciada: indo além do cumprimento da lei. Ou seja, promove a inclusão real de modo que este perfil de profissional seja incluído ao time com papéis definidos e que possa fazer diferença nos resultados das empresas, assim como qualquer outro funcionário.

A consultoria tem um programa de treinamento para a inclusão de pessoas com deficiência em todos os níveis. O projeto é cíclico, portanto, conta com começo, meio e evita o fim. De forma geral, o trabalho é dividido em quatro etapas:

Conscientização – para o treinamento dos profissionais de RH das empresas, envolvimento da presidência e diretoria, desenvolvimento de gestores e de comunicação.

Inclusão – com análise de acessibilidade física e tecnológica a fim de promover a acessibilidade no ambiente de trabalho para facilitar a inclusão de profissionais com deficiência já que a falta de acesso é um dos principais impeditivos do processo de inclusão. Outro ponto trabalhado é o Recrutamento e Seleção a partir de um processo diferenciado e modular que inclui desde o recrutamento simples até o mais completo, com ambientação e acompanhamento do candidato até a sua real inclusão na equipe.

Retenção – é feita uma pesquisa de diagnóstico, workshop comportamental para reter e manter motivados os profissionais com deficiência para despertar a transformação de atitudes, desenvolver habilidades profissionais, de relacionamento e a responsabilidade individual para aumento das possibilidades de inclusão nos grupos.

Manutenção – para formação e acompanhamento com representantes dos departamentos considerados estratégicos para o que o processo de inclusão alcance seus objetivos

“A inclusão deve reunir e misturar na mesma empresa perfis de profissionais que representam a diversidade da população. O resultado dessa mistura de cultura, etnias, opiniões e necessidades diferenciadas vai trazer ao ambiente organizacional benefícios que serão traduzidos em ganho de competitividade, inovações e aproximação com seus clientes. Além disso, vai tornar a companhia mais democrática e alinhada com as reais e atuais necessidades de seus consumidores”, Carolina Ignarra.

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