Atração

84% de candidatos já recusaram emprego por conta da lentidão no processo de recrutamento

Processos de recrutamento longos e complexos prejudicam as chances que uma empresa tem de contratar os melhores talentos. Segundo informações divulgadas na pesquisa da consultoria de recrutamento Robert Half, 84% dos 1000 profissionais brasileiros entrevistados já aceitaram uma segunda opção de oportunidade de emprego porque o empregador de sua preferência demorou muito para responder. Na média global, esse índice cai para 67%.

Outro dado de destaque presente no estudo é que mais da metade dos participantes (55%) teve que esperar cerca de um mês para ter um retorno relativo ao processo para o qual foram entrevistados. Em termos numéricos, 22,1% ficou no aguardo por um mês; 6,3%, seis semanas; 10,8%, dois meses; 6,2%, três meses; 3,9%, seis meses e 5,7% só receberam contato após mais de seis meses. Apenas 4,1% tiveram um feedback no mesmo dia.

Para Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half, a ação de recrutamento deve ser enxergada pelas companhias como uma estratégia – Principalmente em momentos de retomada do mercado, quando a disputa por talentos fica ainda mais acirrada. “É preocupante saber que mesmo cientes das próprias qualidades, tantos candidatos estão recusando o emprego de seus sonhos porque tiveram que esperar tempo demais para o retorno de uma entrevista”, afirma o executivo.

Período ideal para retorno

Quando se trata do prazo ideal para ter uma resposta sobre uma entrevista, 37,8% dos participantes estão dispostos a aguardar até uma semana enquanto que 27,3% acreditam que duas semanas é aceitável. Por fim, 19,3% esperariam até um mês. Em comparação a média global, 27,3% acham válido esperar uma semana. Em seguida, aparece 32,1% com duas semanas e em último 20,9% com um mês de espera.

Embora a triagem de um grande número de candidatos e a condução de entrevistas abrangentes possam levar algum tempo, ao não conseguirem adaptar seu processo de recrutamento às atuais expectativas dos candidatos as empresas aumentam o risco de perder os melhores talentos disponíveis no mercado. “As companhias precisam fazer uma revisão de todo o processo interno de seleção, da definição do escopo da vaga à oferta de emprego final. O mercado de trabalho mudou e as exigências dos profissionais também”, finaliza Mantovani.

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