Engajamento

Apenas 2 em cada 10 trabalhadores acreditam que seus chefes os motivam a fazer um trabalho de alto desempenho

A demanda por um novo tipo de gestão e liderança é global. O trabalhador atual quer algo diferente do que nas décadas passadas. “Ele busca um trabalho significativo, ou seja, que faça sentido dentro da sua vida e espera que seu empregador lhe proporcione essa significância”, diz Flora Victoria, Mestre em Psicologia Positiva Aplicada pela Universidade da Pensilvânia e fundadora da SBCoaching.

Mas como fica essa questão no Brasil, com 13 milhões de desempregados e uma séria crise político-econômica? Nesta situação, o lógico seria praticamente não termos rotatividade e observarmos um aumento de produtividade e engajamento. “A realidade do país é outra. Temos o aumento da informalidade, das microempresas que fecham antes de um ano, da alta rotatividade, principalmente, mas não somente em cargos de base. Vivemos o mesmo problema, a falta de um sistema de liderança efetivo para os dias de hoje, seja para uma microempresa, multinacional ou um autônomo. Esse gap faz com que uma massa de trabalhadores e talentos não seja retida, muita energia gere poucos resultados e, num momento difícil como vive o País, as empresas acumulem perdas. É um ciclo pouco saudável”, analisa Flora Victoria, que realizou um estudo baseado em pesquisas e levantamentos de respeitados institutos e consultorias internacionais, como Gallup, Deloitte, Hay Group e teóricos, como Martin Seligman. Eis algumas conclusões:

Trabalhadores

– Somente 30% dos trabalhadores acreditam que seus líderes os envolvem no desenvolvimento das metas e objetivos.

– Trabalhadores que participam deste desenvolvimento das metas e objetivos são 3,6 vezes mais engajados que os demais.

– O custo para substituir um funcionário pode variar entre 50% a 150% do salário que ele recebia.

– Empresas com funcionários mais engajados crescem até 2,5 vezes mais que as demais.

– Empresas com colaboradores mais engajados são 22% mais lucrativas e 21% mais produtivas.

Empregadores/Líderes

– 90% dos líderes de empresas e de RH acreditam que entender e construir as “empresas do futuro” é um problema importante (para 60% deles, muito importante).

– 83% dos pesquisados acreditam que experiências de aprendizado e desenvolvimento para que os funcionários adquiram habilidades facilmente são importantes.

– 81% dos pesquisados acreditam que encontrar talentos que se encaixem em cargos e atribuições que mudam constantemente é importante/ muito importante. Eles acreditam numa espécie de revolução do recrutamento que se utiliza de redes sociais, ferramentas analíticas e cognitivas para selecionar profissionais de forma completamente diferente.

– 79% dos pesquisados acreditam que a experiência oferecida aos empregados é importante/ muito importante. Isso inclui analisar as necessidades do seu quadro, a configuração do ambiente de trabalho, bem-estar, análise de horas, sistemas de avaliação de performance.

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