Benefícios

Benefícios: o impacto positivo na retenção de talentos

Entendemos Benefícios como uma ferramenta estratégica de Gestão de Pessoas e a Gestão Estratégica de Benefícios, como uma contribuição equilibrada de diferentes formas de salário indireto, e um dos meios para a qualidade de vida no trabalho, que deve estar atrelada ao objetivo estratégico da empresa, e limitar os impactos dos fatores críticos de sucesso.

O plano de benefícios é a segunda maior despesa com pessoas, ficando atrás apenas de salários e encargos, representando de 20 a 50% da folha de pagamento, ou mais. O que a maioria das empresas recebe como solução dessa área são os planos tradicionais, pensados por RH, sem o envolvimento dos usuários, empregados, tendo como parâmetros as práticas de mercado, do segmento de negócio em que atua , além do cumprimento às exigências legais e as decorrentes de acordos ou convenções coletivas. Este modelo não dá o retorno tangível que a empresa patrocinadora do plano mereceria ter, pois o plano não está focado no negócio, nos seus objetivos e estratégias. Falta realinhar o plano partindo da indagação: em que os benefícios podem e devem ajudar para eliminar ou reduzir os fatores críticos de sucesso da empresa. E as respostas estão lá na análise do ambiente.

Plano de benefícios gerador de despesas com retorno abaixo do esperado aos investimentos feitos pela empresa, e usuários insatisfeitos. Motivos da insatisfação: o plano não os representa. O plano não foi idealizado a partir de suas necessidades e sim, de um ideal pensado para o coletivo.

A força de trabalho atual, jovens da Geração Y, escolhe uma empresa que lhe acene com salários e benefícios adequados ao seu cargo; crescimento profissional; qualidade de vida; apoio a cursos de outros idiomas, pós-graduação; projetos desafiadores; carreira internacional, flexibilidade de horário.  Enfim: que atendam as necessidades de auto-realização, necessidades motivacionais, que dependem da qualidade da gestão, muito mais do que dos benefícios concedidos tradicionalmente.

Surgem as alternativas de Benefícios mais arrojadas, tais como as praticadas pelas Melhores Empresas Para Trabalhar que inovam e encantam porque os administradores do plano  de benefícios na empresa escutam os usuários, colocam-se no lugar deles, para entender suas expectativas.

Empresas que adotam Benefícios que favoreçam o equilíbrio entre o tempo de trabalho e a vida pessoal ganham destaque, ao lado de práticas que apóiam a mulher mãe trabalhadora, principalmente no período pós-parto, que estendam esse apoio aos homens, quando pais, que privilegiam subsídios para ações de desenvolvimento e não só para o treinamento são referencias. Pequenas mudanças, mas que provocam impacto a médio/longo prazo, como o prazer de administrar seu horário de trabalho para conciliar com compromissos pessoais e familiares, prolongar o final de semana, ou simplesmente escolher onde trabalhar, pois a empresa é o local da entrega e não necessariamente o da operacionalização, são destaques e compõem a cesta dos benefícios intangíveis.

Mas, para que nosso Plano de Benefícios interaja sinergicamente com os demais processos  da organização, precisamos conhecer a cultura organizacional,sua disponibilidade financeira, e a estratégia adotada para o negócio, até podermos adotar alternativas mais arrojadas de Flexibilização do Plano.

Por Jorgete Lemos, diretora-executiva da Jorgete Lemos Pesquisas e Serviços.

Comentários

comentários

Desde 1998 p&n é uma plataforma de conteúdos referência em Gestão de Pessoas e mundo do trabalho. Tanto nas versões web e impressa, com sua linha editorial independente, é focada na melhor entrega de informações e serviços para os profissionais de RH.

curte com a gente!

© 2017 Revista Profissional & Negócios. By Rockbuzz | Estratégia Digital

TOP
Web Analytics