Carreira

Brasil é a primeira escolha do Vale do Silício para programa de investimento em startups

 

As empresas brasileiras podem comemorar! O fundo de venture capital Social Capital, do Vale do Silício, acaba de abrir a plataforma de Capital-as-a-Service (CaaS) para startups brasileiras do tipo earlystage que buscam investimento e insights para osseus negócios.Fundado em 2011, o Social Capital lançou no ano passado a versão beta e fechada da primeira estratégia de investimentos baseada no uso de software do mundo. Agora, o Fundo escolhe o  Brasil para inaugurar a versão aberta ao público, revelando uma iniciativaque tem o objetivo de selecionar empresas de forma escalável, transparente e baseada em dados.

Os investimentos ficam entre US$50 mil e US$ 250 mil (aproximadamente R$200 mil e R$930 mil). A empresa americana busca oportunidades para co-investir, mas também pode liderar rodadas de investimentos.De acordo com Ashley Carroll, uma das sócias do Social Capital, o Brasil apresenta grande quantidade de fundadores com boas ideias para solucionar problemas reais tanto local quanto globalmente e às lacunas identificadas pelo fundo quando se trata de startups earlystage e na primeira rodada de investimentos.

A inovação chegou para transformar o setor de venture capital que apesar de se debruçar sobre empresas altamente tecnológicas e disruptivas, muitas vezes ainda segue práticas tradicionais e ultrapassadas para escolher onde alocar seus investimentos. Assim, iniciativas interessantes podem ser deixadas de lado já que muitos fundos escolhem empresas com base em indicadores superficiais como, contatos pessoais ou o status de seus executivos. Além disso, são raros os fundos que explicam para os fundadores os motivos das rejeições.

A plataforma do Social Capital, por sua vez, utiliza análise de dados e machine learning para avaliar as startups e identificar de forma semi-automatizada aquelas com o melhor desempenho de soluções e mais potencial de crescimento. O Capital-as-a-Service foi projetado por profissionais vindos de empresas de tecnologia como Facebook, Dropbox e SurveyMonkey que se inspiraram em suas experiências para descobrir como o uso de software poderia democratizar o acesso a investimentos.

Na prática, funciona assim: a inscrição pode ser feita no caas.socialcapital.com em que deve ser preenchido um formulário com as principais informações sobre a empresa, seguido pelo upload de dados transacionais que será a chave para a análise das métricas do negócio. Em seguida, o candidato é convidado a escrever um texto com elementos qualitativos como: a missão e os valores da empresa.

A resposta chega dentro de poucos dias e, mesmo no caso de a startup não ser selecionada, o Social Capital oferece recomendações e benchmarks para apoiar a empresa em seu processo de evolução. Caso a startup queira tentar novamente, o fundo volta a avaliar as métricas e continua oferecendo análises de seus negócios. Tanto as selecionadas quanto as não selecionadas recebem a análise quantitativa completa aplicada pelo fundo na hora de avaliar os negócios, mostrando o desempenho da empresa com relação a métricas fundamentais do setor. O Social Capital também pretende implementar serviços como, uma comunidade online e webinars e conteúdos sobre retenção, aquisição, precificação e outros meios de suporte escaláveis.

Em sua atuação como um fundo de venture capital, o Social Capital leva em conta a contribuição social das iniciativas, como startups dos setores de saúde, educação, serviços financeiros, tecnologias B2B e tecnologias emergentes, mas sua modalidade CaaS abrange qualquer empresa que utilize tecnologia para resolver problemas reais em mercados em que o acesso a investimentos é mais restrito.

Comentários

comentários

TOP
Web Analytics