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Brasil segue sendo um dos países mais perigosos do mundo para a diversidade sexual

Na última sexta-feira (15/09) a Justiça Federal do Distrito Federal concedeu liminar permitindo que psicólogos tratem gays e lésbicas como “doentes”.  “Num país em que pelo menos 20 milhões de pessoas seriam gays ou lésbicas, essa decisão é no mínimo desastrosa. Se analisarmos apenas uma das diversas questões que envolvem o tema – que é como a decisão da Justiça pode impactar a economia e as empresas, que hoje têm em seus quadros funcionais profissionais diversos, o que isso pode representar em termos não só de retrocesso – que já o é, – mas sim em perda de dinheiro”, afima Liliane Rocha, especialista em diversidade há 13 anos, pela Gestao Kairós.

Sem falar que o comportamento homofóbico tem reflexo direto na economia e nas empresas, principalmente se elas não “entenderem” a importância e urgência da adoção de uma gestão para a diversidade. “Já imaginaram se todos os funcionários gays e lésbicas decidissem ‘usar’ essa decisão como forma de pedir licença médica, se afastar para realizar tratamentos médicos, será que as empresas e economia brasileira estão preparadas para a pandemia que isso pode representar?”.

Os dados brasileiros já são assustadores o suficiente, o Brasil é um dos países mais perigosos do mundo para a diversidade sexual. Um homossexual é assassinado a cada 28 horas e estamos no topo do ranking do assassinato de transexuais. “Claro que podemos citar também alguns avanços, em 2013 a aprovação da união estável entre casais do mesmo sexo, e mais recentemente a constituição do documento ‘O compromisso das empresas com os Direitos LGBT’, que traz os 10 compromissos das empresas com as causas LGBT. E ainda o Congresso que aprovou definição de família como duas pessoas. Em 2016, o IBGE nos informou que o número de casamentos gays cresceu cinco vezes mais que entre homem e mulher”.

“Nesta gangorra, entre direitos e violações, quem continua a sofrer é a população LGBT+ do país, considerada cidadã no exercício de deveres, mas não considerada cidadã no atendimento a seus direitos”, finaliza Liliane Rocha, diretora executiva da Gestão Kairós.

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