Saúde e Bem-estar

Casos de febre amarela deixam empresas em alerta; cartilha tira dúvidas mais comuns

Novos casos confirmados de febre amarela pelo país nas últimas semanas, incluindo a Região Metropolitana de São Paulo, fizeram com que milhares de pessoas corressem para os postos de saúde em busca da vacina contra a doença. Resultado: filas imensas, frustração generalizada (afinal, não há doses suficientes para suprir tal demanda) e muita desinformação devido à histeria.

Houve até mesmo a morte registrada de uma idosa na cidade de Ibiúna (SP) em função das reações adversas causadas pela vacina, prova de que nem todo mundo deve correr para o posto de saúde mais perto. É importante buscar uma consulta médica antes de qualquer coisa.

De acordo com Rodrigo Berté, diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional UNINTER, as autoridades, Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e Minas Gerais estão vigilantes. “Não é para menos, já foram registradas 38 mortes de febre amarela silvestre no Brasil. O vírus que causa a febre amarela urbana e a silvestre é o mesmo, o que significa que os sinais, os sintomas e a evolução da doença são exatamente os mesmos. A diferença está nos mosquitos transmissores e na forma de contágio. Os transmissores da febre amarela silvestre são os mosquitos Haemagogus e o Sabethes, que vivem em matas e beira de rios. Eles picam macacos contaminados e,depois, as pessoas. Por isso, há casos de muitas mortes de macacos em regiões acometidas pela doença. Já a febre amarela urbana é transmitida pelo conhecido aedes aegypti, e não são registrados casos no Brasil desde 1942″.

Para o acadêmico, a vacinação é muito importante, mas é preciso ter atenção. “O cuidado que se deve ter daqui para frente é para que a febre amarela silvestre não se torne urbana, uma vez que  as regiões onde ocorreram as mortes de macacos ficam a menos de 30 km do centro de São Paulo, por exemplo. As autoridades públicas dos órgãos de Saúde correm para que os casos não se alastrem. Mas, se pensarmos um pouco, a verdadeira prevenção deve começar na promoção de políticas ambientais que proíbam o desmatamento descontrolado. Caso contrário, cada vez mais teremos o ressurgimento de doenças antes erradicadas”.

Empresas em alerta

Diante desse cenário, líderes organizacionais também ficam atentos para os riscos que a febre amarela pode representar. Além de cuidar para que as empresas, principalmente as áreas externas, não sejam o foco de procriação de mosquitos transmissores da doença, é preciso transmitir tranquilidade e conscientizar o capital humano acerca do processo de vacinação.

Pensando nisso, a consultoria em saúde corporativa RRANA produziu uma cartilha com algumas orientações essenciais para a vacinação contra a febre amarela. Confira:

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