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A licença paternidade é importante para a equidade de gênero? A resposta é sim

Os arranjos familiares da atualidade têm diversas configurações e essa diversidade está transformando a sociedade e exigindo uma nova abordagem também nas corporações. De acordo com a empreendedora Cris Kerr, CEO da CKZ Consultoria em Diversidade, é essencial que a diversidade familiar e a importância da licença paternidade sejam levadas em conta quando o assunto é equidade de gênero. Para ela, dentro desta questão, dois tópicos são bastante importantes para as empresas refletirem e transformarem suas ações:

1 . Entenda a diversidade familiar de seus colaboradores

Antigamente, a tradicional família brasileira era baseada em um modelo patriarcal, onde o homem era o único provedor, responsável pelo sustento da família, e a mulher cuidava dos filhos e da casa. Já hoje, esse cenário vem mudando, com muitas mulheres no mercado de trabalho e homens que compartilham as tarefas domésticas e o cuidado com os filhos.

A estrutura familiar tradicional, composta pelo pai, mãe e filhos deste casamento também não é mais predominante e existe uma enorme diversidade nas estruturas familiares, como a Monoparental, que possui apenas a mãe ou o pai como responsável pelo sustento do lar e dos filhos; os Recasamentos, que se formam na busca de novos parceiros, que, muitas vezes, já tem seus filhos, e depois vêm outros do novo casal; e as uniões Homoafetivas, que em muitos casos optam pela adoção de crianças.

Esta diversidade está transformando a sociedade e exigindo um novo posicionamento das corporações com práticas de home-office, horário flexível para todos os colaboradores, aumento do tempo da licença paternidade, além da inclusão da licença para aqueles que decidem adotar uma criança. Os colaboradores, mulheres e homens, estão em busca de um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

2. A importância da licença paternidade para alcançarmos a equidade de gênero

Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial apresentado em 2016, os 4 países com maior percentual em equidade de gênero são: Islândia, Finlândia, Noruega e Suécia. O que estes países têm em comum? A licença parental que é composta pela licença da mãe e do pai.

Na Islândia, por exemplo, a licença parental é para o casal, que têm nove meses, sendo três meses exclusivos para a mulher, três meses exclusivos para o pai, e os outros três meses que podem ser divididos como o casal desejar.

O objetivo é estimular uma participação mais ativa dos homens no cuidado com os filhos. Isso é bastante relevante porque quando um pai cuida do seu filho na primeira infância, muitas conexões positivas acontecem e a confiança e o amor vão se consolidando.

Além disso, tão importante quanto o desenvolvimento das crianças, é o desenvolvimento do homem, no papel de pai, que adquire importantes habilidades, como o acolhimento, o cuidado e a compreensão da necessidade do outro.

É fundamental evoluirmos para a licença parental que, em conjunto com outras ações afirmativas, diminuirá a desigualdade de gênero no mercado de trabalho e ajudará a impulsionar a carreira das mulheres, pois elas passam a não ser mais fator de risco para as empresas por causa da licença maternidade. Esse equilíbrio é positivo para todos e gera uma sociedade mais harmoniosa e sustentável.

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