Carreira

Como não se boicotar na hora de conseguir um emprego?

Muitos profissionais não notam, mas podem perder uma oportunidade de emprego por apresentarem posturas que denunciam insegurança e até mesmo pouco comprometimento. Neste cenário, a boa notícia é que há a possibilidade de detectar estes comportamentos e mudá-los a fim de aumentar as chances no mercado de trabalho. Dessa maneira, Renata Motone, psicóloga e coordenadora de Recursos Humanos da consultoria Luandre, fez a relação das principais atitudes capazes de atrapalhar os candidatos em processos de seleção.

Nervosismo em excesso

“Estar um pouco nervoso é natural quando estamos sendo avaliados, contudo, esse sentimento não pode impedir a pessoa de demonstrar o seu conhecimento no momento da entrevista. Para não correr este risco, o ideal é pesquisar sobre a empresa, a oportunidade ofertada e o recrutador a fim de estruturar o máximo de informações possíveis em casos de questionamentos sobre esses assuntos”, afirma.

Arrogância

Profissionais que demonstram segurança, geralmente, são bem avaliados nas entrevistas. No entanto é preciso ter a noção de como demonstrar este comportamento sem exageros para que não se confunda com arrogância. “Ao detectar essa postura é muito provável que o candidato não seja encaminhado à próxima etapa, que geralmente é com o cliente. A barreira cria-se porque este comportamento demonstra que a pessoa tem dificuldade nas relações interpessoais”, explica.

Mas, afinal: como saber se sua atitude apresenta arrogância? De acordo com Renata, um indicador é a autopromoção. Ou seja, “eu sou ótimo, porém, meu chefe e colegas da antiga empresa eram incompetentes”. “Cabe ao candidato falar sobre seu trabalho, méritos e competências. Já é o suficiente para causar uma boa impressão”, pontua.

Falta de comprometimento e postura

É importante lembrar que a avaliação do candidato começa a partir do momento em que o recrutador liga para agendar a entrevista. “Há atitudes que nos mostram a postura da pessoa antes mesmo dela entrar para conversar com o recrutador. Até mesmo uma resposta por e-mail pode denotar características indesejadas”, revela. A coordenadora também destaca o uso de roupas sóbrias e mais formais, manter o tom de voz adequado e, se possível, desligar o celular para não haver distrações. “Nada é proibido, mas tudo precisa ser combinado. Não tem problema em avisar que, caso o celular toque será necessário atender por determinado motivo, entretanto o entrevistado não deve se distrair com o celular durante a entrevista sem uma razão específica”.

Ainda, caso haja algum imprevisto, como não poder comparecer na entrevista no dia agendado, uma ligação para informar o recrutador com antecedência é sempre o melhor caminho.

Feedback

O autoconhecimento e a percepção das fragilidades na hora da entrevista não são tarefas fáceis e exigem um olhar crítico sobre si. Por isso, ao receber uma negativa em uma entrevista, aproveite e use este feedback a seu favor, refletindo sobre como se portou em todos os momentos, tentando identificar onde pode ter falhado para, nas próximas, não cometer o mesmo erro. “Se ainda for difícil identificar onde está errando, ligue cordialmente para o recrutador com o qual realizou o processo e pergunte para ele os motivos de não ter evoluído no processo. Essa visão especialista pode ser fundamental para que consiga corrigir e se dar melhor em oportunidades futuras”, conclui Renata.

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