Carreira

Como pais devem se organizar para trabalhar com home office

Nem sempre é fácil conciliar a vida profissional com a vida familiar. E diante de um mercado fortemente disputado cuja rotina é cada vez mais corrida, não é incomum que o cotidiano de trabalho se apresente como uma variável que se sobressai em relação a qualquer outro aspecto de vida.

Dentro deste cenário, uma queixa frequente de muitos colaboradores é a não possibilidade de passar o tempo desejado com os filhos. E a reclamação se reflete em números. De acordo com um levantamento realizado pela Catho, 59% dos entrevistados afirmam passar menos tempo do que gostariam ao lado das crianças. E com datas como o Dia dos Pais chegando (próximo dia 12), o sentimento de necessidade em estar rodeado pela família se aflora ainda mais.

À procura de uma mudança, muitos profissionais aderiram ao home office, prática cada vez mais vista em diversas empresas. O IBGE constata que, atualmente, já são 20 milhões os brasileiros que trabalham em suas casas.

No entanto, apesar do benefício do tempo a mais com as crianças e da distância de um ambiente empresarial por vezes cansativo, será que é tão simples assim administrar as tarefas de trabalho no lar?

De acordo com Astrid Vieira, consultora e diretora da Leaders – HR Consultants, um dos principais desafios está no controle do tempo. E a especialista acrescenta que “é preciso ter atenção a uma série de questões complexas para que essas pessoas administrem bem o empreendimento”.

Astrid também atenta para o fato de que trabalhar em casa não deve ser empecilho para que uma rotina disciplinada seja seguida e dá algumas recomendações para que o home office funcione:

  • Não se entregar à preguiça;
  • Evitar dormir muito tarde e privilegiar acordar cedo;
  • Não deixar com que a presença de eventuais visitas atrapalhe o andamento do serviço;
  • Criar uma agenda e respeitar a organização nela imposta;
  • Não se distrair com celulares ou aparelhos eletrônicos em geral;
  • Manter um ambiente único de trabalho no lar (não passar um dia na sala, outro no quarto, depois ir para a cozinha…)

Além disso, é claro, há o fator “filhos” para ser levado em consideração. A principal recomendação da especialista é saber dizer “não” para as possíveis distrações (como a vontade das crianças em brincar). “Tudo bem ser interrompido um instante para dar um abraço ou acalentar na hora do choro, mas saiba policiar suas crianças para que elas respeitem seus horários, condições e o momento de trabalho”, explica Astrid.

Comentários

comentários

TOP
Web Analytics