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Crise faz trabalhador andar mais a pé e recorrer ao transporte público, aponta pesquisa

Um levantamento realizado pela Sodexo Benefícios e Incentivos em agosto de 2017, com 1.202 pessoas em todo o Brasil, revelou que 69% dos entrevistados mudaram seus hábitos de transporte após a crise. A principal alternativa apontada para se deslocar pela cidade e cortar gastos é andar mais a pé (24,4%), seguido por utilizar o transporte público (21,5%); se locomover menos (19,4%); andar de bicicleta (17,1%); usar mais táxi, Uber ou outro serviço semelhante (9,9%) e pegar mais carona (7,7%).

Nos últimos seis meses, 73,5% dos entrevistados também sentiram um aumento nos gastos com transporte (combustível; passagens de ônibus; metrô, trem e ônibus; ou táxi). Durante o período, o gasto com combustível foi o que mais aumentou para 65,70% dos entrevistados, seguido por transporte público (31%) e táxi (3,30%).

Ainda segundo o levantamento, caso a crise continue impactando nos hábitos de transporte do brasileiro, os entrevistados declararam que as duas principais alternativas para se locomover na cidade serão: andar mais a pé (48,4%) e utilizar mais transporte público (47,1%). Além disso, alguns também pretendem utilizar mais a bicicleta (38,5%), planejar melhor a rota do trabalho para economizar no combustível (36,1%), aderir à carona solidária (25,2%) ou andar de táxi (4,5%).

“Apesar da baixa recente da inflação, a renda das famílias diminuiu com a crise e o desemprego, e a necessidade de economizar acabou impactando aspectos básicos como transporte e saúde. A opção do brasileiro por andar a pé tem um aspecto benéfico: quando a crise passar, talvez estejamos mais acostumados com essa prática tão saudável. A crise pode ter mostrado para muita gente que andar mais a pé é possível. Além de ser a forma mais econômica de se deslocar, caminhar é a primeira alternativa para quem manteve a rotina de exercício físicos durante a crise, mas teve que equilibrar as despesas”, comenta Fernando Cosenza, diretor de Sustentabilidade da Sodexo.

Uma pesquisa anterior realizada pela companhia em maio de 2017 revelou que 48% dos entrevistados admitem que diminuíram a frequência de atividade física por conta da crise. Quando perguntado se a crise causou alguma adequação na rotina de exercícios, 64% afirmam que sim, sendo que a alteração mais mencionada (46% dos casos) é a prática de atividades em parques e na rua, antecipando a relevância do fator preço sobre esse comportamento. Para 12%, a adequação foi mudar de academia, para 14% foi alterar o plano e para 9% foi optar por algum programa esportivo gratuito.

Os 1.133 respondentes deste levantamento também apontaram o fator preço como o mais influente nas decisões sobre onde praticar atividade física (59% dos entrevistados), seguido pela disponibilidade de tempo (57%), motivação (33%), distância do local onde pratica (20%) e companhia de amigos (8%). Isso confirma a relação direta entre a crise e a alteração dos hábitos relacionados ao exercício físico.

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