Gestão

Demissão humanizada pode diminuir índices de ansiedade e depressão pós-desligamento do trabalho

Segundo relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgada em 2017, o Brasil lidera o ranking global de transtornos de ansiedade. Em 2015, 9,3% da população brasileira sofria com o problema, ou seja, 18,6 milhões de pessoas. Uma taxa alta, ainda mais quando comparada com a da Noruega, segunda colocada no ranking, que registrou 7,4% de prevalência de casos. Além disso, no Brasil, 5,8% da população nacional é afetada pela depressão, a maior taxa dentro da América Latina.

Ainda em 2017, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) publicou a pesquisa de “Impactos do Desemprego: saúde, relacionamentos e estado emocional”. Nela, 600 desempregados brasileiros foram entrevistados, sendo que 59% deles já apresentavam sintomas depressivos e de desânimo. “Esses números, também refletem o despreparo das empresas em conduzir tanto as carreiras quanto o pós-carreira de seus colaboradores. Muitos empregadores não pensam que a demissão é parte de um processo que começa no momento da contratação e perdura durante a experiência corporativa. Se todo o caminho for bem construído e estruturado, a exoneração será só mais uma etapa, gerando menos desconforto, ansiedade ou depressão. Principalmente, quando a empresa empregadora se preocupa em auxiliar o ex-funcionário a se recolocar”, afirma José Augusto Minarelli, CEO da Lens & Minarelli.

De acordo com uma pesquisa da Universidade de East Anglia e do What Works Center for Wellbeing (órgão independente do governo do Reino Unido), a demissão é percebida de um modo similar ao de um rompimento amoroso. Após entrevistarem 4000 pessoas, os pesquisadores avaliaram que, em uma separação amorosa, os indicadores de saúde mental e a autoestima levam de dois a quatro anos para voltarem ao normal. Entretanto, na demissão, essa queda tende a se prolongar mesmo após esse período. “Quando a empresa se responsabiliza pelo impacto emocional causado por um afastamento, os funcionários se sentem acolhidos e mais dispostos para encarar a transição com toda positividade possível”, finaliza Minarelli.

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