Estratégia

É preciso ampliar a visão global. Mas como?

Em um mundo cada vez mais globalizado e integrado é preciso transcender as fronteiras dos países e regiões, e ampliar o campo de visão. Este fenômeno afeta tanto as corporações nacionais quanto as multinacionais e representa um desafio em termos de desenvolvimento de liderança. É necessário elaborar uma visão baseada em um contexto muito mais amplo. Em certas corporações, alguns líderes ainda preferem não abrir mão de um talento de seu time para que ele se desenvolva dentro da organização, mas em outro país. Este pensamento “curto” ainda existe e precisa ser suprimido.

Além disso, é necessário ampliar o campo de visão para enxergar a competitividade de forma integrada e a concorrência além de seu segmento de atuação. Até por que muitas vezes o maior competidor pode estar em outros setores.  Exemplos vivos deste fenômeno estão cada vez mais presentes: a Apple mudou a indústria musical, o Netflix, a cinematográfica, o Uber, a automotiva etc. Mas, como desenvolver a visão global e quais são os fatores que facilitam a aquisição desta competência?

Em primeiro lugar é primordial se comunicar e saber argumentar em inglês. Esta necessidade, embora seja conhecida, não é dominada por muitos líderes de empresas multinacionais. A experiência internacional ajuda muito neste sentido. É importante também ampliar o modelo mental para enxergar um contexto maior. Os líderes da China falam que os brasileiros pensam e agem para um mercado de 200 milhões de habitantes, enquanto eles criam estratégias competitivas para lidar em um mercado de 7 bilhões de habitantes. Sem falar que estar antenado sobre acontecimentos que transcendem o seu próprio segmento e campo de atuação e criar oportunidades para fazer parte de times multiculturais são iniciativas que podem ajudar.

Programas de Coaching Executivo, Job Rotation e Mentoria são ferramentas poderosas para elevar esta competência. O fato é que os líderes que se limitam a se concentrar em seu próprio segmento de atuação correm o risco de perderem a oportunidade de serem mais efetivos e brilhantes.  Arriscaria uma analogia: “é como ver a árvore e não enxergar a floresta”. A visão global aliada a uma atitude inspiradora e positiva são componentes essenciais para fazer a diferença.

Por Silvana Mello, diretora de Desenvolvimento de Talentos, Liderança e Engajamento da Consultoria LHH.

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