Cultura

Empresas precisam de inovação para não morrer

Você sabe o que aconteceu com a gigantesca fabricante de máquinas de escrever Olivetti? E com a multinacional produtora de filmes fotográficos Kodak?

Ambas as empresas abocanhavam uma fatia gigantesca do mercado dentro de seus segmentos, mas foram engolidas pela implacável ação do tempo. Ou melhor: ficaram para trás com a chegada de novas tecnologias.

Enquanto a primeira não conseguiu acompanhar a revolução marcada com os computadores pessoais, a segunda não se adaptou a tempo ao tsunami gerado pelos equipamentos digitais.

Dei exemplos de gigantes multinacionais, mas o mesmo acontece com qualquer negócio, como a sorveteria uma simples clínica médica de bairro.

Vivemos a era das experiências inovadoras presenciais e digitais. Se tudo que pode substituir o seu negócio está em amplo movimento de reinvenção, melhor acordar para seu negócio não ficar para trás.

Portanto, quem não está atento ao que está acontecendo no mercado e às novas exigências do cliente está fadado a morrer na praia, se não afogado.

Não existe um ponto em que seja possível simplesmente se reclinar na cadeira e esperar que o dinheiro continue chegando por toda a eternidade. Quem não inova acaba dançando. O sucesso do passado não garantirá o futuro. Isso eu garanto.

Também de nada adianta cumprir sua missão na sociedade, se não visualizar que o negócio não sobrevive se não der resultados consistentes.

Até gigantes aparentemente imbatíveis estão sempre se atualizando. Vejam o McDonald’s, por exemplo, que passou a vender água e salada numa tentativa de atender um público mais preocupado com a boa alimentação. Ou o Burger King, que até opção vegetaria tem em seu menu.

Veja também a recente parceria entre a Apple e o Itaú com a plataforma digital de pagamentos Apple Pay. Tudo para não ficar atrás do seu grande concorrente, a Samsung, que já tem um serviço semelhante há 2 anos.

Essas companhias perceberam que, para sobreviver, é preciso se adaptar e modernizar constantemente a própria gestão. Afinal, a concorrência está aí batendo à porta, sempre pronta para tirar o seu sossego.

E veja que concorrente não é só quem vende o mesmo produto, e sim quem pode deslocar para baixo seu negócio. Vide caso da Ollivetti de novo.

Por fim, deixo quatro dicas para quem deseja se manter sempre atualizado, inovando para sobreviver.

1. Ponha um ponto final naquele paradigma de que seu sucesso está garantido com base no passado. Não está!

2. Pare de pensar em inovação como algo totalmente inédito. Não é o Ovo de Colombo apenas. A inovação está em pequenas ações do dia a dia.

3. Fique atento ao mercado. Veja o que a concorrência está fazendo e, acima de tudo, ouça os seus clientes. Eles podem dar dicas preciosas sobre o que precisa ser feito para melhorar.

4. Esteja vigilante o tempo inteiro sobre a proposição de valor que você está gerando ao mercado. Um produto ou serviço que é um enorme diferencial competitivo hoje pode não significar muita coisa amanhã.

Você não valoriza a chegada do Airbag, câmbio automático e ar condicionado no seu carro? E do smartphone, da internet, da chegada dos filmes digitais ou até mesmo da TV paga?

Viu como você aprecia a inovação? Seus clientes também.

Por Carlos Titton, palestrante, facilitador em treinamentos e professor nos cursos de MBA e Pós-Graduação da FAAP, Saint Paul e FIA/SP em disciplinas de vendas, estratégia e gestão de negócios.

Comentários

comentários

TOP
Web Analytics