Gestão

eSocial promove revolução digital no mercado de Recursos Humanos

Em apenas seis meses, 2018 tornou-se um marco para a área de Recursos Humanos. Afinal, poucas mudanças processos e atualizações significativas haviam sido implementadas no segmento nos últimos dez anos. O início do eSocial e a reforma trabalhista nos mostram que o governo também quer simplificar os procedimentos e digitalizar os sistemas. Diferente de outros setores que enfrentam inovações constantes e variações bruscas no mercado, o RH é mais conservador e não tem o costume de realizar mudanças como as atuais a fim de lapidar processos internos já consagrados em busca de uma versão supostamente perfeita.

Há quem acuse a área de ser engessada e/ou burocrática, mas ela exerce um trabalho admirável frente as diversas atividades que tem de fazer. Para que tenhamos uma ideia, hoje os departamentos de RH precisam reportar para o CAGED, RAIS, Previdência, Receita, INSS, entre outros órgãos, sendo que cada um deles têm sistemas e processos distintos, cujas informações a serem imputadas acabam sendo redundantes.

Basicamente, é como se o segmento tivesse diversas chefias. Quem já teve a experiência de ter mais de um chefe vai se recordar como é quando um quer o relatório em uma planilha específica, já o outro em texto, um acredita que seu trabalho deve ser feito na forma X outro em Y, no final, acabamos trabalhando por dois. Para se adequar a essa realidade, o RH moldou processos que ajudasse a reportar para os diversos órgãos e sistemas de maneira unificada.

Hoje temos a implementação do eSocial que tem o objetivo de centralizar todos os serviços e processos trabalhistas em um único sistema facilitando a verificação e autuação de irregularidades. Com isso, as empresas podem rever os processos e simplificá-los, porém não é o que estamos vendo acontecer no mercado. As companhias têm mantido seus processos, principalmente por dois motivos: (i) a preocupação de não fazer o correto e, (ii) resultar em alguma multa.

Em março deste ano começou a segunda fase do eSocial voltada para empresas acima de R$ 78 milhões de faturamento. Este grupo foi obrigado a imputar as informações dos eventos não periódicos (admissões, demissões e afastamentos). Contudo, no mês passado tornou-se obrigatório o envio das folhas de pagamento.

Este será um ano de mudanças sistêmicas na área de RH. Além disso, será o momento para repensar aquilo que nos nomeia, os recursos humanos, ou seja, as pessoas que trabalham na empresa. Simplificar os processos, empoderar os colaboradores e, principalmente, pensar nas pessoas e na experiência que elas terão como um todo durante a sua permanência na companhia será fundamental.

Por Alex Campos, coordenador de Produtos da Acesso Digital.

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