Estratégia

Estudo avalia panorama de práticas organizacionais no Brasil

Você sabia que a cultura organizacional é tão importante quanto a estratégia para o sucesso de uma empresa ao mesmo tempo em que a burocracia interna e o excesso de níveis hierárquicos tem a função de grandes entraves para o crescimento? Estas são as conclusões da recente pesquisa realizada pela consultoria de negócios Bain & Company com cerca de 1.200 executivos ao redor do mundo, sendo cem deles de atuação no Brasil. Neste cenário, a capacitação e a confiança nos colaboradores – e não o comando e controle – são citadas por 90% dos líderes brasileiros como práticas relevantes para o sucesso empresarial.

Por outro lado, a burocracia foi mencionada por 61% dos executivos como fator negativo para o avanço das corporações. Além disso, a incerteza que paira sobre o ambiente nacional de negócios demanda uma adaptação ainda mais rápida da cultura por parte das organizações. “A volatilidade exige que a companhia tenha uma capacidade de reconfigurar-se e reposicionar-se no que provavelmente é um dos contextos mais desafiadores do mundo. Uma empresa com cultura de eficiência dificilmente vai se colocar em uma situação de ter processos decisórios lentos demais”, afirma Alfredo Pinto, sócio da Bain & Company.

O material também apontou quais são as prioridades das companhias para os próximos três anos. O crescimento de receita (20%) e a fidelização de clientes (pouco mais de 10%) estão no topo da lista enquanto que os gestores determinaram os seguintes percentuais quanto às tendências e percepções das práticas corporativas:

  • 90% acreditam que os líderes empresariais devem confiar e capacitar as pessoas, e não comandar e controlar.
  • 83% concordam que a cultura é pelo menos tão importante quanto a estratégia para o sucesso empresarial.
  • 63% apostam que as fusões e aquisições serão fundamentais para o sucesso em suas indústrias.
  • 41% creem que a estrutura e a cultura de suas empresas impedem o crescimento lucrativo.
  • 35% acreditam que informações insuficientes sobre o consumidor estão prejudicando seu desempenho.

Por fim, o levantamento identificou que os executivos brasileiros fazem uso das seguintes ferramentas de gestão:

  • Planejamento estratégico – 62%.
  • Benchmarking – 47%.
  • Gerenciamento de relacionamento com clientes – 54%.
  • Programas de gerenciamento de mudanças – 35%.
  • Segmentação do cliente – 28%.
  • Gestão da cadeia de abastecimento – 27%.
  • Fusões e aquisições – 21%.
  • Redução de complexidade – 19%.

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