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Games no recrutamento: como funciona e qual a sua importância?

Grandes empresas já sabem que precisam inovar seus processos de recrutamento e seleção para atrair os melhores talentos — principalmente os pertencentes à geração Y. Por esse motivo, os games de recrutamento têm ganhado cada vez mais espaço no RH das organizações.

Uma pesquisa realizada pela empresa M2 Intelligence e veiculada pelo jornal O Estado de São Paulo mostrou que jogos corporativos vão movimentar 5,5 bilhões de dólares no mundo em 2018. Já a pesquisa realizada pelo Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) revelou que a previsão é de que 85% das atividades diárias até 2020envolverão algum elemento de jogo.

Entenda agora quais as influências que essa novidade exerce na seleção de funcionários e como ela vem sendo aplicada nas empresas:

Como funcionam os games no recrutamento?

O jogo corporativo é baseado no direcionamento de aprendizagem na Andragogia, uma metodologia de ensino para adultos com definição realizada por Malcolm Knowles na década de 1970.

Cada tipo de jogo torna possível um ambiente de aprendizagem relevante, garantindo experiências mais significativas de compartilhamento de ideias. Por meio dessas experiências, os participantes da entrevista de recrutamento vivenciam e percebem os comportamentos esperados para a vaga.

Uma das características mais cruciais da gamificação é a previsibilidade dos resultados, já que os processos dos jogos consistem em estruturar tomadas de decisões com diversos parâmetros e alternativas anteriormente planejadas para gerar os aprendizados esperados.

Por que utilizar a gamificação no recrutamento?

De acordo com um artigo do jornal A Folha de São Paulo, os trabalhadores mais novos estão interessados por organizações que possuam um ambiente desafiador e que os incentive constantemente com projetos inovadores.

Por isso, quando percebem que uma empresa utiliza o moderno método da gamificação, eles se identificam e tornam aquela marca desejável para se trabalhar. Como consequência, a organização ganha mais visibilidade no mercado e começa a subir no ranking das marcas empregadoras, aquelas mais desejadas pelos profissionais.

Os jovens trabalhadores também são altamente digitais e nasceram em um mundo mais dinâmico. Sendo assim, os jogos estão presentes em seu cotidiano e eles fazem uso de suas mecânicas de uma forma muito fácil.

Por isso, os jogos estão sendo usados para atrair, reter e estimular o desenvolvimento desses jovens profissionais. Consequentemente, as empresas estão se esforçando para se ajustar ao universo dessa geração por meio da gamificação.

Qual a influência da gamificação no recrutamento?

Você já viu um processo seletivo sem candidatos? As empresas estão apostando nos jogos corporativos para conquistar a atenção da geração Y e evitar um corpo de candidatos desatualizado ou escasso.

Cadernos e apostilas estão sendo abandonados aos poucos pelos departamentos de recrutamento e seleção das empresas. Um exemplo é a L’Oréal, que utiliza os jogos corporativos há mais de uma década.

O processo segue as seguintes etapas: todo ano, a L’Oréal seleciona uma de suas marcas que será o objeto de um campeonato. Nesse campeonato, os candidatos devem desenvolver um produto inédito, dentro da linha de produtos já que a companhia já possui, para um público-alvo específico.

Durante o processo seletivo, os candidatos precisam se comportar como os gestores de uma marca. Ou seja, eles não só desenvolvem o produto como também fazem pesquisas de mercado e, com base nelas, direcionam o planejamento de marketing e divulgação.

A equipe vencedora conquista prêmios e participa de uma nova etapa a nível internacional. Contudo, o objetivo do jogo não é o projeto, mas os candidatos: os participantes são analisados e os que demonstram melhor desempenho são contratados pela empresa.

Como os jogos corporativos avaliam os candidatos?

– Criatividade

Pensar de forma inovadora e saber direcionar as mais diversas situações é muito importante no mundo profissional moderno. Como a gamificação requer essas habilidades, o candidato deve se valer de toda a sua criatividade para revelar como resolverá os desafios propostos.

– Trabalho em equipe

O principal diferencial para uma pessoa que deseja se sair bem num jogo corporativo é saber trabalhar em equipe. É preciso saber ouvir e seguir direcionamento dos outros, mas também saber conduzir e se fazer escutar.

– Raciocínio lógico

É preciso ter estratégia para seguir as pistas e compreender o que elas revelam. Dessa forma, é possível avaliar essa capacidade do candidato e a forma como ele pensa quando está sob pressão.

– Resiliência

Muitos candidatos já estão acostumados a participar de vários processos seletivos e acabam se tornando especialistas nas atividades em grupo. Desta forma, ter novos desafios no processo de recrutamento é sempre uma boa ideia para testar como eles se adaptam a mudanças e novidades.

Mesmo que o participante já tenha feito algo semelhante ao proposto nas atividades, ele nunca o fez em uma situação de competição profissional. Sendo assim, é ideal para ver como ele age em momentos distintos de atividades em grupo.

Como criar um jogo corporativo?

Para os games de recrutamento é fundamental que seja feita uma boa pesquisa com a área contratante para entender os valores, a cultura e o cenário atual da empresa. Isso é importante para fazer as correlações com o cotidiano da vaga e criar as perguntas mais desafiadoras que farão os candidatos terem os insights esperados. Com essas informações, é possível fazer um bom roteiro de jogo e gerar os aprendizados esperados.

O residual que fica na memória dos candidatos após a participação nos jogos é um enorme ativo que as empresas podem usar tanto para candidatos como para colaboradores já contratados, já que são a porta ideal para iniciar um processo de mudança de comportamento.

Post originalmente publicado no blog da Kenoby.

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