Desenvolvimento

Investimento em T&D sobe 21% em 2017

Apesar do cenário econômico desafiador em 2017, o investimento anual em T&D no Brasil teve crescimento de 21% em relação ao ano anterior, atingindo uma média de R$ 788,00 por colaborador. Outro indicador de crescimento é o aumento de 37% dos investimentos em relação ao percentual do faturamento anual bruto da empresa. Os dados fazem parte da 12ª edição do Panorama do Treinamento no Brasil, elaborado pela Integração Escola de Negócios, em parceria com a ABTD e Carvalho & Mello Consultoria Organizacional. O estudo apresenta os principais indicadores, análises e tendências para nortear a estratégia da área e suas decisões, com base nas percepções de 738 respondentes especializados em T&D de empresas de diferentes portes e segmentos (administração pública direta, comércio, indústria, organização sem fins lucrativos e serviços).

“As empresas estão justamente no momento de planejar os investimentos em T&D para o próximo ano e o estudo traz indicadores fundamentais para balizar a definição destes recursos”, aponta Fernando Cardoso, sócio-diretor da Integração Escola de Negócios. “Apesar de ainda estarmos distantes dos patamares de investimentos dos Estados Unidos, vemos uma evolução crescente nos índices brasileiros, mesmo em um ano em que a prioridade foi a contenção das despesas. A percepção é de que as organizações estejam se preparando para a retomada do mercado, um momento muito estratégico”, completa.

Foco em vendas

Ao analisar a distribuição do treinamento para não líderes, é possível observar a diminuição do volume de treinamento da operação e área administrativa em 3% e 2%, respectivamente, priorizando o treinamento comercial, que cresceu em prioridade – 10% em relação ao ano anterior. “Este resultado mostra uma preocupação e atenção das empresas em gerar novos negócios, o que é esperado para um ano de economia desafiadora”, comenta Cardoso.

Menos custo, mais escala e tecnologia

Outra mudança significativa em relação ao ano anterior foi a busca por menores custos e escalabilidade das ações de treinamento. Os treinamentos no formato presencial caíram 11%; e no formato EAD/e-learning aumentaram 9%, em comparação à 2016. Para completar esta tendência, o número de empresas que não utilizam EAD/e-learning caiu 4%. “Este cenário reforça a tendência de otimização dos investimentos das organizações. Com as evoluções tecnológicas e culturais, a cada ano o e-learning apresenta novidades para as áreas de T&D e o RH já deve estar preparado para ‘surfar esta onda’”.

Nota-se ainda um crescimento considerável na utilização de tecnologias de webconferência, webmeeting para treinamento e as tecnologias mobile, na qual a capacitação estará “na mão” de seus colaboradores. Termos como gamification e storytelling seguem em rota de crescimento, devido a sua íntima relação com o e-learning.

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