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Levantamento mostra o que os jovens fariam se fossem presidentes das empresas

Quem nunca imaginou quais mudanças faria se fosse o presidente da organização onde trabalha, atire a primeira pedra. É comum as pessoas terem visões diferentes e modos variados de agir diante das situações. Por isso, em muitas ocasiões, as críticas à gestão aparecem. Contudo, essas pessoas estariam preparadas para assumir a posição máxima no mundo corporativo? Uma pesquisa do Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios fez o seguinte questionamento a jovens entre 15 e 26 anos: “Se pudesse ser presidente da sua empresa, o que você faria?”. O resultado mostrou como a arte de apontar os erros não é suficiente para levar um empreendimento ao sucesso.

O estudo foi realizado em todo o Brasil, de 24 de julho a 4 de agosto e contou com a participação de 31.063 votantes. Para a maioria absoluta, ou seja, 86,51% (26.874 respondentes), a primeira atitude a ser tomada seria “mudar vários processos”. De acordo com a analista de treinamento do Nube, Greici Daniel, essa é, claramente, uma característica da Geração Y. “Eles são criativos, inovadores e imediatistas, além de muito mais antenados e globalizados. Com isso, são impacientes, desejam retorno rápido e têm uma certa dificuldade para se adaptar principalmente aos processos mais burocráticos”, explica. Logo, fica clara a insatisfação e vontade de propor mudanças e melhorias. “Todavia, é necessário antes de reclamar ou pontuar falhas, conhecer a corporação, entender o motivo de suas decisões e por que os processos foram implantados”, recomenda.

Para 7,35% (2.284), a medida adotada não poderia ser diferente de “aumentar o salário dos meus amigos”. Apesar de parecer, na visão dessas pessoas, uma boa iniciativa, o ato causaria grande mal-estar no ambiente de trabalho. “É necessário parar e refletir um pouco sobre os pontos a serem considerados ao rever uma remuneração. Antes de levar em conta a proximidade, é fundamental analisar a competência, o comprometimento e os resultados apresentados por cada integrante do time”, ressalta a especialista. O esperado de um bom gestor é ele pesar sempre o lado profissional de todos e oferecer condições para o desenvolvimento de cada um, independentemente do grau de amizade.

Na lista de decisões, entraria também “deixar todos trabalharem de casa”, apontado por 2,77% (860 pesquisados). O home office, de fato, pode ser considerado uma tendência e as empresas estão aderindo ao sistema. “É uma forma de diminuir custos, gerando economia de água, luz, transporte e alimentação e, em contrapartida, oferecendo muito mais qualidade de vida ao funcionário”, enfatiza a analista. Portanto, nesse caso, seria interessante verificar o segmento da organização e estudar o quão viável é a possibilidade. “Muitos estabelecimentos não tem como abrir mão da presença de seu time, enquanto outros poderiam liberar apenas uma parte da equipe, fazer um rodízio. Para chegar a essa conclusão, antes de qualquer impulso, é fundamental um planejamento prévio”, comenta.

Para os mais liberais, “ninguém teria horário e nem regras para trabalhar”. Essa opção recebeu 2,20% dos votos (684) e mostrou inexperiência por parte de quem ainda está em início de carreira. Afinal, os processos burocráticos, muitas vezes, são necessários para auxiliar na realização das tarefas. “Sempre deve haver um direcionamento e uma padronização, caso contrário podem surgir dúvidas na execução do trabalho, comprometendo os resultados”, enfatiza Greici.

Por fim, 1,16% (361) “demitiria muitas pessoas”. Entretanto, essa deve ser a última ação de um líder. “Diversos fatores são levados em consideração antes do desligamento. É papel do gerente orientar e desenvolver seus colaboradores, oferecer feedback e ter clareza com relação aos seus pontos positivos e quais merecem mais atenção”, orienta a especialista. O corte só é considerado quando todas as tentativas forem esgotadas.

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