Gestão

Liberar os colaboradores para os jogos da Copa do Mundo ou não?

A Copa do Mundo 2018 realizada nos dias 14 de junho a 15 de julho na Rússia está prestes a acontecer e os amantes da seleção brasileira já estão se programando para torcer pelo país. Mas, algumas partidas acontecerão durante a semana, o que faz surgir a seguinte dúvida no ambiente corporativo: Liberar os colaboradores para acompanharem aos jogos ou não?

De acordo com Leandro Antunes, professor de direito do trabalho da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, diante da lei as empresas não tem a obrigatoriedade de permitir que os funcionários se ausentem do trabalho a fim de assistir as competições mesmo que o Brasil participe. “O que as companhias estão fazendo é adotar um horário especial nos dias dos jogos mais importantes para que os trabalhadores acompanhem o evento, mas, por meio da premissa de compensar as horas posteriormente”, afirma. Ou seja, caso não tenha acordo entre as partes envolvidas, a trajetória corporativa segue de forma normal.

“Os gestores também podem abonar as horas não trabalhadas ou permitir uma compensação. A negociação é livre e vai de caso a caso. A nova legislação trabalhista tem essa flexibilização. Mas, é importante ter em mente que quando o trato é feito diretamente com a companhia por meio de um acordo individual, a compensação extra precisa ser cumprida em no máximo seis meses. Já convenção coletiva estende o prazo por um ano”, explica o professor.

Uma última opção para lidar com este evento é deixar que o colaborador assista aos jogos nas dependências do trabalho. Nesta alternativa, o tempo do funcionário não é descontado porque ele ficou à disposição da empresa para possíveis imprevistos.

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