Gestão

Mães deixam o mercado de trabalho quatro vezes mais do que os pais

Conciliar a vida pessoal com a profissional é uma tarefa que exige sacrifícios de qualquer um. Mas, quando se trata de mulheres que tornaram-se mães, o desafio é ainda maior. Este é o dado identificado por uma pesquisa recente do site de empregos Catho. Segundo o estudo, 30% das participantes abriram mão dos empregos (sem contar a licença maternidade) após a chegada dos filhos contra 7% do público masculino que não precisou tomar esta atitude.

Outro fator observado na pesquisa é que o momento de retornar ao mercado de trabalho também é mais difícil para as mães. Neste cenário, apenas 8% conseguiram voltar aos negócios em menos de seis meses enquanto que entre os homens o índice é de 33%. Já em relação as mulheres que demoraram uma média de três anos para se recolocar e as que ainda não conseguiram retornar, o número alcança 31%. Por sua vez, homens na mesma situação são 19%.

Atualmente, as mães também encontram-se pessimistas quanto ao crescimento na carreira. 60% delas avaliam as perspectivas de crescimento como ruins ou péssimas contra 47% dos homens com filhos. “Esta informação indica uma percepção cultural de que as mulheres se envolvem mais na criação dos filhos do que os homens. Por este motivo, as limitações para elas seriam maiores. Uma maneira de equilibrar a balança é começar a dividir de uma maneira igualitária as atividades familiares”, afirma Simone Damazio, gerente de Gente e Gestão da Catho.

Contudo, engana-se quem pensa que as empresas não podem contribuir para melhorar este quadro. “Uma estratégia que pode beneficiar as mulheres e os empregadores, por exemplo, é apoiar a paternidade ativa, com ações como licença estendida, abono para participação em reuniões escolares e afins. Permitir que o trabalho possa ser feito de casa, por home office, com horários mais flexíveis, especialmente nos primeiros anos de vida da criança, também ajuda. Com isso as mães conseguirão ser mais eficientes na gestão do seu tempo, além de contribuir para diminuir o número de mulheres que deixam o mercado após o nascimento dos filhos, tendo mais oportunidades em suas carreiras “, diz Simone.

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