Carreira

Mercado de trabalho do futuro: crianças devem se preparar para profissões que ainda não existem

Pedreiro espacial, lixólogo, entregador de encomendas por drone, carteiro holográfico e professor robô. Essas são algumas das profissões com as quais alunos do ensino fundamental e médio dos colégios Anhembi Morumbi, em São Paulo, e Anchieta, em São Bernardo do Campo – integrantes da Rede VIAe – esperam se deparar ao chegar no mercado de trabalho na próxima década. Detalhe: elas nem mesmo existem ou são consideradas por seus pais.

O Fórum Econômico Global ratifica a previsão dos estudantes. Segundo a entidade, 65% das crianças que hoje estão na escola primária trabalharão no futuro em atividades que ainda não existem. Como então se preparar para profissões que não foram criadas?

“Mais do que formação técnica, o mercado de trabalho futuro exigirá competências socioemocionais”, afirma Marco Gregori, CEO da Rede VIAe. “Se um indivíduo é capaz de inovar, cooperar, demonstrar empatia, achar soluções, ser criativo e curioso ele conseguirá sobreviver e ter bons resultados nesta nova realidade e neste novo mercado”, explica.

Para fazer frente a isso, as escolas da Rede VIAe adotam método direcionado para o desenvolvimento de tais competências e também para estímulo ao empreendedorismo desde cedo, como a criação e o gerenciamento de mini-empresas.

“O conceito de empreendedorismo já se popularizou e assim seguirá, dada a cada vez menor oferta de empregos. Ao ensinar o estudante a empreender já no processo educativo, o preparamos para inovar em um mundo em constante mudança”, diz Marco.

Além do estímulo a essas competências e ao empreendedorismo, no Colégio Anchieta, por exemplo, os estudantes do ensino médio técnico são estimulados a desenvolverem projetos e inventarem produtos que ainda não existem: grupos de alunos criaram uma escada inteligente equipada com sensores de laser e LED que acendem no escuro para evitar acidentes, um protótipo de casa cujas lâmpadas são controladas pelo celular e até um bebedouro facilitado para deficientes visuais.

“A escola precisa quebrar o paradigma tradicional e ajudar os pais a entender que tão importante quanto a nota de matemática, química e preparação para o vestibular é incentivar que os jovens desenvolvam autonomia e proatividade, inclusive para criar eles mesmos as tais ‘profissões do futuro’”, finaliza Marco.

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