Estratégia

Mercer identifica as cidades mais caras para se trabalhar no exterior

Por consequência da era digital, envelhecimento da população, escassez de competências e contextos políticos e econômicos imprevisíveis, o panorama global de negócios está em transformação. As multinacionais estão com foco na mobilidade de talentos e avaliação de custo de pacotes para os funcionários expatriados. Diante deste cenário, a “24ª Pesquisa Anual de Custo de Vida da Mercer” identificou que  fatores como instabilidade dos mercados imobiliários, baixa inflação e flutuação de preços de bens e serviços influenciam o custo dos negócios em várias cidades ao redor do mundo.

O estudo constatou que Hong Kong ultrapassou Luanda e assumiu o posto de cidade mais cara do mundo para expatriados. Tóquio e Zurique estãorespectivamente na segunda e terceira posição enquanto que está Singapura encontra-se em quarto. Por fim, está Seul na Coreia do Sul em quinto lugar. Estes dados significam que quatro das cinco cidades mais caras do mundo para expatriados agora fazem parte da Ásia.

Para Indre Medeiros, Líder de Mobilidade da Mercer Brasil, as mudanças no topo do ranking se devem principalmente às flutuações cambiais, como a queda do dólar norte-americano frente a outras moedas importantes no mundo. “As medidas do governo chinês para fortalecer o yuan também levou as cidades chinesas ao topo do ranking, a exemplo de Xangai, que ficou em 7º e Beijing, em 9º”, explica.

Já na opinião de Ilya Bonic, presidente do Negócio de Carreiras da Mercer, com os avanços tecnológicos e a importância de uma força de trabalho conectada globalmente, o envio de talentos para outros mercados continua sendo um dos componentes-chaves da estratégia de negócios das multinacionais. “Utilizar os melhores talentos e obter eficácia em termos de custo com mercados voláteis e crescimento econômico decrescente em muitas partes do mundo, porém, exigem que as empresas avaliem cuidadosamente os pacotes de remuneração para expatriados.”

A pesquisa da Mercer é desenhada para ajudar multinacionais e governos a estabelecerem estratégias de remuneração para funcionários expatriados. Nova York é a cidade-base para as comparações e as variações cambiais são medidas em relação ao dólar americano. O estudo inclui mais de 375 cidades de todo o mundo e o ranking de 2018 tem 209 cidades nos cinco continentes, considerando o custo comparado de mais de 200 itens, incluindo habitação, transporte, alimentação, vestuário e lazer.

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