Carreira

Ministério do Trabalho divulga crescimento de emprego formal pelo quinto mês consecutivo no Brasil

Segundo informações divulgadas na última quarta-feira (20/06) pelo Ministério do Trabalho com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Cadeg), a balança de empregos formais no Brasil fechou com saldo positivo pelo quinto mês consecutivo. No mês de maio houve uma média de 1.277 contratações contra 1.243 desligamentos, o que indica um avanço em comparação a abril. A partir deste resultado, 2018 acumula até o momento 381 novos postos de trabalho – uma variação de mais de 1%.

O cenário também é otimista ao ser avaliado nos últimos 12 meses. Entre junho de 2017 e maio deste ano, teve um crescimento de 284 postos de trabalho em um aumento de mais de 0,75%.

Para o ministro do Trabalho Helton Yomura, os números demonstram que as medidas econômicas adotadas pelo governo federal apresentam eficácia. “Mesmo com desafios pontuais como a greve dos caminhoneiros que afetou a cadeia econômica, novos postos de trabalho continuaram a ser gerados. Este levantamento confirma a robustez de nossa economia e o esforço de todos – governo, empresários e trabalhadores – para vencermos o desemprego”, afirma.

Desempenho setorial

Outro dado identificado pelo Caged que contribui para o quadro otimista do mercado de trabalho é o fato de que seis dos oito setores econômicos apresentaram crescimento em maio. Ou seja, praticamente todas as áreas expandiram. Veja abaixo:

Agropecuária – 29.300 postos de trabalho

Serviços – 18.500 postos de trabalho

Construção Civil – 3.180 postos de trabalho

Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) – 555 postos de trabalho

Extrativa Mineral – 230 postos de trabalho

Administração Pública – 197 postos de trabalho

Já as quedas foram presentes nos setores do Comércio (- 11.919) e Indústria da Transformação (- 6.464).

Neste cenário, a Agropecuária tornou-se o destaque do mês com 104.790 admissões e 75.488 desligamentos, o que resulta no saldo de 29.302 novos empregos (+ 1,88%). Entre as principais atividades que impactaram o desempenho do nicho estão a produção de laranja (São Paulo), criação de bovinos (Bahia e Espírito Santo) e produção de café (Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia).

Por sua vez, o Serviços contou com 527.243 admissões e 508.666 desligamentos em um saldo de 18.577 postos de trabalho (+ 0,11%). Os responsáveis por esta performance foram os mercados: odontológicos, veterinários, comércio, administração de imóveis, valores mobiliários, serviços técnicos, ensino e transporte.

A Construção Civil alcançou 118.810 admissões e 115.629 desligamentos que proporcionaram um saldo de 3.181 empregos (+ 0,16%). Os influenciadores de performance foram rodovias e ferrovias (Ceará e Minas Gerais), edifícios (Minas Gerais e Paraná), e, obras de urbanização (São Paulo e Goiás).

“Os bons resultados foram registrados em quase todos os estados e em setores importantes. Portanto, estamos otimistas com os desempenhos ao longo do ano”, revela Yomura.

Desempenho Regional

Das cinco regiões do país, quatro tiveram saldo positivo no emprego em maio. A principal delas foi a Sudeste, onde foram criadas 30.840 vagas (+0,15%) em relação a abril. No Nordeste, foram 10.710 novos postos (+0,17%) enquanto o Centro-Oeste gerou 3.962 empregos, uma variação de 0,12% sobre o mês anterior. O Norte ganhou 1.560 postos (+0,09%). Apenas o Sul teve desempenho negativo, com o fechamento de 13.413 postos (-0,19%).

Quando se trata dos estados, os notórios foram Minas Gerais (+19.823), São Paulo (+9.155), Bahia (+5.935), Espírito Santo (+5.001), Maranhão (+2.075) e Mato Grosso (+2.064). Os piores resultados foram registrados no Rio Grande do Sul (- 10.727), Santa Catarina (-4.484) e Rio de Janeiro (-3.139).

Modernização Trabalhista

A distribuição do emprego entre as modalidades criadas a partir da Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467/2017) foi a seguinte:

Desligamento mediante acordo entre empregador e empregado

Em maio de 2018 houve 14.576 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado com 10.537 estabelecimentos. Um total de 20 colaboradores realizou mais de um desligamento neste formato.

Da perspectiva territorial, São Paulo registrou a maior quantidade de desligamentos (4.247), depois o Rio de Janeiro (1.603), Paraná (1.482), Rio Grande do Sul (1.163), Santa Catarina (1.141) e Minas Gerais (1.077).

Pelo ângulo setorial, os desligamentos por acordo ocorreram nos Serviços (6.801 desligamentos), Comércio (3.733), Indústria de transformação (2.474), Construção Civil (927), Agropecuária (490), Serviços Industriais de Utilidade Pública (101), Extrativa Mineral (34) e Administração Pública (16).

Trabalho Intermitente

Na modalidade de trabalho intermitente ocorreram 4.385 admissões e 1.165 desligamentos em 1.261 estabelecimentos. Um total de 25 empregados celebrou mais de um contrato intermitente.

As unidades da Federação com maior saldo de empregos na modalidade foram São Paulo (1.067 postos), Espírito Santo (349), Minas Gerais (348), Paraná (330), Rio de Janeiro (238) e Santa Catarina (192).

Esses empregos foram registrados nos setores de Serviços (1.388), Comércio (690), Indústria de Transformação (613), Construção Civil (498), Agropecuária (22), Siup (11) e Extrativa Mineral (1). O setor da Administração Pública registrou três desligamentos na modalidade de trabalho intermitente.

Trabalho em Regime de Tempo Parcial

Foram registradas 5.338 admissões em regime de tempo parcial e 3.357 desligamentos, em 3.266 estabelecimentos. Ao todo, 44 profissionais tiveram mais de um contrato em regime de tempo parcial, sendo 37 empregados com jornada até 24 horas e 7 empregados com jornada acima de 24 horas.

Os estados com maior saldo de emprego em regime de tempo parcial foram São Paulo (526 postos), Ceará (232), Rio de Janeiro (218), Paraná (186), Goiás (95) e Minas Gerais (92).

Os setores em que foram registrados esses saldos foram o de Serviços (1.094), Comércio (630), Indústria de Transformação (159), Construção Civil (31), Administração Pública (31), Siup (19), Agropecuária (13) e Extrativa Mineral (4).

O ministro do Trabalho fez uma análise dos dados. Para assistir o vídeo, acesse: Ministério do Trabalho. O áudio está disponível em: SoundCloud.

 

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