Desenvolvimento

Mito ou verdade: investir em treinamento gera engajamento?

 

Cada vez mais organizações brasileiras estão construindo ou aprimorando seus programas de treinamento e desenvolvimento de talentos, especialmente diante de momentos de crise econômica e momentos desafiadores. Essa realidade se reflete nos resultados da pesquisa O Panorama do Treinamento no Brasil, que identificou um aumento de 24% na média de investimentos anuais em treinamentos por colaborador, que chegou a R$ 624.

O número ainda é baixo se compararmos com os investimentos feitos pelas empresas norte-americanas, que chegam a uma média de US$ 1.229 anuais por colaborador, porém, o crescimento dos investimentos, mesmo diante de um cenário de crise econômica, e da média de horas de treinamento de cada funcionário, que passou de 16,6 horas em 2015 para 22 horas em 2016, dão indícios de que os líderes de negócio estão cada vez mais interessados na adoção de programas de treinamento e desenvolvimento como um recurso estratégico para aumentar a produtividade e gera melhores resultados.

Um dos dados mais interessantes revelados pelo estudo de 2016 foi a diminuição da proporção de empresas que não utilizam e-Learning, que saiu de 27% para 24%. Atualmente, 15% das organizações brasileiras utilizam e-Learning e ensino à distância (EAD), com destaque para os treinamentos online não ao vivo, que correspondem a 44% das entregas do EAD. Hoje 67% das empresas que oferecem treinamentos à distância utilizam alguma tecnologia para compartilhar os conhecimentos.

O impacto dos treinamentos no engajamento

Na maioria das empresas, o principal objetivo dos treinamentos é dar aos funcionários as habilidades que eles precisam para realizar suas tarefas. No entanto, os treinamentos estão diretamente ligados à estratégia e alinhamento de expectativas, pois, muitas vezes, acabam sendo um importante meio de comunicação entre a empresa e o funcionário.

Quando se trata do engajamento do funcionário, a comunicação é vital, e os treinamentos são, na maioria dos casos, subutilizados como recurso para se comunicar com o colaborador e indicar a ele quais são as expectativas da organização em relação ao seu trabalho.

Funcionários engajados sabem exatamente o que a empresa espera deles e como seu trabalho impacta nos resultados. No Brasil, apesar de os investimentos em treinamento terem crescido, a queda nos níveis de engajamento, que passou de 66% em 2015 para 62% em 2016, segundo o estudo Tendências Globais de Engajamento dos Funcionários 2016, mostra que as organizações brasileiras não têm o engajamento dos funcionários como principal objetivo de seus programas de treinamento.

O modelo tradicional de treinamentos presenciais não é mais suficiente para aumentar os níveis de engajamento e, consequentemente, os níveis de produtividade e os resultados de negócio. A tendência é que cada vez mais empresas sintam a necessidade de investir em tecnologias para incluir recursos capazes de tornar os treinamentos mais engajadores. Conheça alguns deles:

Recursos sociais

Contar com uma rede social para os funcionários melhora o trabalho em equipe e a comunicação – dois aspectos que têm efeitos consideráveis no engajamento e nos processos de negócio como um todo.

Gamificação

A gamificação é o uso de técnicas de jogos em contextos não relacionados a games. Já em uso em áreas como marketing e lealdade, a gamificação pode ser muito útil também para aumentar os níveis de engajamento nos treinamentos online.

A distribuição de badges virtuais para quem completa determinados desafios, como a finalização de um módulo de treinamento, por exemplo, serve de estímulo para que os funcionários atinjam seus objetivos.

Fóruns de discussão

As grandes reestruturações do quadro de funcionários durante a crise geram um problema ainda maior para as empresas, que é a perda de conhecimento. Fóruns e grupos de discussão podem ser usados para identificar especialistas no negócio e captar seu capital intelectual antes que ele deixe a empresa.

Ao estimular seus funcionários para que contribuam com uma espécie de banco de conhecimento organizacional, as empresas dão a eles um senso maior de propriedade, tornando-os mais engajados em seu trabalho.

Por Juliane Yamaoka, gerente geral da Efix.

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