Gestão

O desafio de implantar compliance em empresas familiares

Administrar uma empresa familiar é um caminho natural no Brasil para sobreviver ao mercado. Mas, este formato de trabalho é uma moeda de dois lados, afinal, a proximidade entre os membros pode facilitar ou atrapalhar o andamento do negócio. Neste cenário, há, no entanto, a necessidade de manter-se atento a estrutura da organização. Ou seja, se ela está dentro da regularidade e conformismos obrigatórios. Pensando em disseminar a importância das questões burocráticas, Fábio Moreno, advogado e CEO da IComply, elencou os três principais desafios para se implantar o compliance em uma um ambiente organizacional de família.

1- Conscientização: O ponto crítico dentro de uma empresa familiar é convencê-las a parar de tocar os negócios no famoso “jeitinho brasileiro”. Ainda que compreendam que o mundo está em transformação, muitos não entendem o que significa o compliance e não sabem os motivos pelos quais eles devem utilizar ou colocar esse setor na organização.

2- Apoio: É necessário que o dono da empresa exerça o papel de líder e que em parceria com os acionistas apóiem o programa de compliance. Sem esse suporte, a iniciativa não será efetiva. Mas, é importante ter em mente que se houver esse suporte antes da confecção de qualquer documento, como o código de ética e políticas, se faz necessária a construção de uma matriz de risco, pois somente com um mapeamento mínimo dos riscos reais da organização é possível preparar materiais burocráticos.

3 – Implementação: A confecção de um programa de compliance feito sob medida é trabalhoso e demanda tempo. Dessa maneira, muitas empresas buscam por uma ferramenta padrão, um código de ética pronto, o que não é o correto. Isso só torna o negócio vulnerável e por consequência, promove um custo futuro ainda mais alto.

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