Estratégia

Ô Insurance adquire a Céltic Gestão em Benefícios

A holding de seguros Ô Insurance Group acaba de dar um importante passo para fortalecer a marca e acelerar o crescimento de sua carteira de clientes com a aquisição de 70% da Céltic Gestão em Benefícios. A compra de empresas por uma insurtech (aglutinação das palavras insurance e technology) é uma atitude inovadora em relação ao que se via no segmento. Até então, quem buscava por investimentos eram as próprias insurtechs.

“Nossa intenção é fechar 2018 com pelo menos duas novas aquisições e até 2020 contabilizar dez compras nesse nicho. Dessa forma, em três anos, estaremos entre as maiores plataformas de seguros do mercado”, afirma José Carlos Macedo, presidente da Ô Insurance.

A companhia começou como startup totalmente voltada para o investimento em tecnologia e em pessoas. Atualmente a meta é a de tornar-se agressiva em relação ao seu crescimento orgânico e em novas aquisições. “Para isso, nosso foco está em comprar empresas que tenham clientes onde possamos instalar nossos serviços”, ressalta Macedo.

A Ô Insurtech aumentará a participação no segmento de Benefícios Corporativos após a compra da Céltic, o que permitirá agregar aos negócios uma empresa reconhecida hoje por ser a maior corretora de seguros no segmento na região do Grande ABC, no Estado de São Paulo, com um total de mais de 600 corporações em sua carteira de clientes.

A partir da aquisição os planos da Ô são expandir os negócios para todo o litoral paulista, além de ampliar o leque de produtos e serviços ofertados. Hoje, a Céltic acompanha os clientes em todas as fases do processo da contratação (indicar soluções e implantar). Oferece suporte técnico e operacional exclusivo no pós-venda e ações que promovem saúde e qualidade de vida para o colaborador e redução de custos para as empresas.

Além da recente aquisição da Céltic, a Ô já adquiriu as seguintes marcas: Assegurou (Auto), GBM (Riscos) e a Mendes Pereira (50% Auto e 50% Benefícios).

Expansão do mercado

Um levantamento realizado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e apresentado no Comitê de Insurtechs no final de 2017 mostrou que o Brasil abriga uma média de 40 insurtechs. Neste cenário, 15 novas empresas desse segmento foram abertas apenas nos últimos seis meses

“Nós estamos indo do velho para o novo. Temos um modelo inovador de distribuição de negócios. O mercado vai ficar muito mais ágil e terá condições de entender melhor o consumidor final. Portanto, inevitavelmente vamos ajudar o nicho a crescer em participação no Produto Interno Bruto (PIB)”, afirma o presidente.

O executivo liderou a formatação dos primeiros seguros massificados quando ainda atuava em outra companhia. Naquela ocasião, o segmento segurador brasileiro respondia por cerca de 2,5% do PIB.

“Nós fomos precursores desse mercado massificado. Hoje, o percentual em relação ao PIB cresceu para 4,5%, especialmente em decorrência da entrada desses produtos”, explica. Apesar disso, o número ainda é muito distante de países como Estados Unidos e algumas regiões da Europa em que o setor segurador corresponde a até 14% do PIB.

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