Cultura

O que os CEOs esperam do RH vai muito além do capital humano

Quem nunca ouviu frases como “Empresas são feitas de pessoas”, ou “O quem vem primeiro, pessoas ou clientes?”

Essas célebres frases não retratam a importância da área de RH nas empresas.

A atuação e o papel da área de Recursos Humanos deveriam ser muito mais valorizadas. Mas infelizmente essa não é a realidade.

Poderia elencar vários fatores, mas o que tenho constatado é que o principal empecilho é a própria conduta dos profissionais de RH.

Por mais que o discurso seja de um RH voltado ao negócio e tal, na prática não é o que tem acontecido (apesar de uma nítida evolução).

Há anos, os principais Congressos de RH levantam a bandeira da necessidade de um RH mais estratégico e parceiro do CEO e do negócio, deixando de ser apenas operacional.

Contudo, o discurso do RH mostra-se incompatível com as práticas do próprio RH. Quer um exemplo?

Programas de sucessão… quantos RHs levantam essa bandeira dentro da empresa, mas ainda não tem sequer seu sucessor identificado?

E os PDIs? Os colaboradores da área de RH não deveriam ter seus PDIs também?

Você já parou para refletir porque muitos líderes de RH não são genuinamente da área, e sim, oriundos de finanças ou operações? Não vamos discutir se isso é bom ou ruim, mas tem sido uma tendência em muitas empresas!

Claro que não devemos generalizar, mas vejo muitos RHs acuados.

De um lado os executivos os cobram pela efetividade das ações, que muitas vezes não estão vinculadas com a estratégia da empresa (ou pelo menos não é percebida como).

Por outro lado, os colaboradores também cobram os RHs pela sua estagnação de carreira e pelo comportamento “inadequado” dos líderes.

Processos de recrutamento e seleção costumam ser muito criticados, tanto pelos executivos das áreas / negócios como pelos candidatos, que questionam as dinâmicas, o processo e a falta de feedback claro e transparente no final.

Essa “cobrança” toda deve-se a forte revolução que ocorre no mundo corporativo. Novas circunstâncias surgem a todo momento. As profissões passam por fortes transformações. Soluções disruptivas impactam negócios tradicionais da noite para o dia.

E o RH? Como fica no meio disso tudo?

Na minha opinião, esta é a grande oportunidade do RH assumir seu novo papel, virando co-autor da estratégia da empresa. Entendendo o negócio e sendo o propulsor desse processo de transformação.

Os CEOs pedem um RH mais efetivo! Quer oportunidade melhor que essa?

Os RHs tem que entender que não podem ser “apenas” suporte e que podem (e devem) virar protagonistas no negócio.

Precisam ter clareza de que o papel do RH não se limita a cuidar do capital humano apenas dentro das paredes da empresa. Existem diversas oportunidades junto a clientes, distribuidores, revendedores, comunidades, etc.

Claro que só é possível dar esse passo, se os processos básicos e a infraestrutura de RH estiverem redondos.

Por exemplo… É impossível contribuir na linha de frente da empresa se a folha de pagamento não estiver sendo processada no tempo hábil concorda?

Mas, você pode estar pensando…

Nosso RH já entende do negócio, já garante a excelência dos processos e políticas de RH, tomamos do nosso próprio remédio em questões como sucessão e PDI… e mesmo assim não conseguimos influenciar de maneira mais efetiva o negócio e os executivos da empresa.

O que fazer?

Esse será o tema de meu próximo artigo.

Por Milton Camargo, sócio co-fundador do Grupo Empreenda e do EdE | Espaço do Empreendedor. É consultor, palestrante, mentor e colunista.

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