Carreira

O rock e o mundo corporativo

Quando a empresa bateu a meta de final do ano, Rodrigo Ricco não teve dúvidas: chamou sua banda de rock e deu um grande show aos colaboradores. Fundador da Octadesk – startup de tecnologia focada em soluções para atendimento ao cliente, o empreendedor se divide entre duas paixões: os negócios e a música.

Aos 41 anos, casado, pai de três filhos, o executivo é baterista da Drop-d, banda de rock que ganhou uma pegada mais soft nos últimos anos. Todos os integrantes têm cargos consolidados no mercado e se encontram toda semana para ensaiar com o objetivo de se apresentar a cada dois meses em bares.”É o nosso futebol de final de semana”, diz Ricco.

Neste dia do rock (13/07), o empreendedor revela a relação deste estilo musical com o mundo corporativo. “A música te ensina que se cada um na banda fizer o que bem entender, o resultado é sempre ruim. O mesmo acontece em uma empresa. Portanto, é preciso sintonia entre o time para que um negócio funcione. De nada adianta esse alinhamento se os músicos não tiverem praticado ou se os colaboradores não estiverem qualificados e juntos por um mesmo objetivo”, explica.

Rodrigo não é o único exemplo de que o rock pode contribuir com a carreira no mundo corporativo. Eduardo Matos, 30 anos, líder de tecnologia do Getninjas – plataforma de contratação de serviços do Brasil, também se beneficia da relação com a música. Fã de teclado desde os nove anos de idade, ele já foi integrante de banda de rock dos 15 aos 22 anos. “Tocar traz calma e paciência para ouvir e sentir mais a música. É algo muito bom para fugir um pouco desse mundo de estatística e cálculos”, comentou. Para ele a música também é importante para a melhoria da produtividade. “Já aconteceu de eu estar travado com algum problema técnico, vou tocar um pouco e ao voltar tudo fica mais fácil”.

Alternativa

O CEO e fundador do aplicativo de serviços de beleza e bem-estar Singu, Tallis Gomes, enxerga a música como a responsável por guiá-lo no caminho do empreendedorismo. Aos 14 anos, sem dinheiro para comprar uma bateria para sua banda em uma época que celulares não eram algo comum, o executivo criou seu primeiro negócio. Ele imprimia as ofertas de aparelhos telefônicos dos sites de vendas, alterava os preços para ter uma margem de lucro e divulgar o “catálogo” por sua cidade natal. Desta maneira, o jovem empreendedor conseguiu o dinheiro necessário para manter a banda Tráfico do Rock.

O conjunto da época não vingou, mas os negócios sim. “O rock salvou a minha vida. Ele me fez empreender”, brinca Tallis.

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