Gestão

Os 4 passos para manter longe de sua empresa os colaboradores que cometem fraudes

4 passos para afastar da sua empresa colaboradores que cometem fraudes

Ao mesmo tempo em que tanto se luta por honestidade e transparência dentro das organizações, um dado alarmante exposto pela S2 Consultoria mostra como o mercado de trabalho se mantém sóbrio para funcionários que cometeram fraudes.

Segundo o levantamento da empresa, especializada em gestão de risco e apuração de fraudes organizacionais, o cenário atual mostra que a fraude “pode compensar”. O estudo, realizado entre junho e novembro de 2017, a pedido de 23 empresas sediadas no Brasil, de diferentes segmentos,levou em consideração 95 entrevistados em casos onde o envolvimento do profissional em fraudes corporativas foram constatadas.

O que dizem os dados

Em época de crise, quem está desempregado sabe o quanto é difícil (e demorado) se recolocar no mercado de trabalho. A necessidade de se reinventar tornou-se uma frequente diante da realidade atual. No entanto, a mesma dificuldade não se apresenta para os profissionais que tiveram algum envolvimento em fraude. O tempo médio de seu retorno ao mercado está na casa dos quatro meses e dois terços dos recontratados voltaram a atuar em empresas privadas, enquanto o restante atua como empreendedor.  Renato Santos, sócio da S2 Consultoria, ressalta que “75% desses profissionais que cometeram fraude continuam atuando na mesma área. Eles não migraram! E metade desse número foi promovida. Eles entraram na empresa em uma posição superior a que eles já tinham, o que é também muito assustador. E outrodado que chama a atenção é esse tempo de recolocação, o que indica o quanto eles são habilidosos”.

A pesquisa também identificou que após terem seus contratos de trabalho rompidos, devido à constatação de seu envolvimento em fraudes, 44% dos pesquisados abriram seus próprios negócios e pelo menos 28% deles mudaram de estado após o desligamento.

Como identificar o perfil de fraude

O especialista orienta que o principal passo para as empresas identificarem um funcionário que possa ter cometido uma fraude é a aplicação de um teste de integridade. Vamos a todos os passos:

  1. Teste de integridade

O mecanismo auxilia a compreender como o indivíduo lida com diversas situações. As respostas, as quais muitas vezes são impactadas por vícios ou hábitos dos colaboradores em experiências anteriores, identificam sua resiliência diante dos cenários apresentados.

  1. Feedback

Ao identificar no candidato uma flexibilidade ética, o RH deve fazer a devolutiva a esse profissional. Nesse momento, é possível ter a certeza se esse candidato tem uma conduta não compliance e, então, passar a informação para ele ter ciência da ética da empresa.

  1. Fazer a gestão das consequências de maneira pragmática

O RH deve se posicionar quando é detectada uma situação de fraude. Santos comenta que é fundamental a criação de leis para criminalização da corrupção privada no país e ressalta também o fato de muitas empresas não demitirem os funcionários envolvidos em fraudes por justa causa, o que inibe parte da suspeita. Para evitar a dor de cabeça, essas organizações acabam “premiando” o colaborador infrator, pois ele recebe todos os seus direitos. É preciso atuar diante de uma situação não compliance, dando o exemplo a todos da empresa.

  1. Gestão demissional

Quando um profissional sair da empresa, aplique ferramentas de maneira a abordar questões éticas – de repente, nesse momento, ele relata situações ainda não identificadas pelo RH. “Essa é uma das ferramentas mais ricas em todo o processo de análise de fraude empresarial. O profissional que está saindo da empresa é um grande delator de situações que ficam restritas a uma área ou equipe”, afirma Renato.

  1. Criar um código de ética estruturado

Promover constantemente treinamentos e programas sobre o Compliance. Deixar as informações claras em um código de ética. Criar um canal de disque denúncia. “O importante é sempre observar e informar, para que todos entendam e não tenham dúvidas sobre a conduta ética dentro da companhia”.

Santos ressalta que esse problema com dilemas éticos é cultural e que ainda levará um tempo para amadurecer. “Infelizmente, a cultura de transgressão do brasileiro ainda é muito forte. A impressão que dá é a de que vale a pena cometer fraude no Brasil. É preciso mudar isso, e o RH é protagonista dessa transformação”, completa o especialista

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