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PCDs: Lei de Cotas completa 26 anos. Avanços vão muito além da inclusão no trabalho

No mês de julho completamos 26 anos da Lei popularmente conhecida como Lei de Cotas. Uma legislação que contribuiu e contribui para enormes avanços no processo de inclusão da pessoa com deficiência. Avanços no âmbito do trabalho, pois centenas de milhares de pessoas com deficiência foram incluídas no mercado formal, o que transformou radicalmente o ambiente nas grandes empresas.

Mas os ganhos não se limitam ao expressivo número de contratações de profissionais com deficiência, pelo contrário, a inclusão no trabalho se mostrou um forte catalizador do processo da inclusão plena da pessoa com deficiência na sociedade.

A partir do movimento das empresas, pessoas cegas, surdas, com deficiência física ou intelectual, passaram a sair de casa com mais frequência, tirando da invisibilidade os inúmeros atrasos que temos em relação à acessibilidade, seja nas calçadas e nos transportes, seja em nosso processo educacional, que, durante muito tempo ignorou o desafio de incluir o aluno com deficiência.

Outro ganho importante foi o empoderamento que a inclusão profissional trouxe, já que as pessoas com deficiência passam a ter renda, e consequentemente, serem respeitadas como consumidoras. Cada vez mais marcas desenvolvem campanhas de comunicação mais inclusivas a fim de atingir também este público.

O avanço colateral mais importante que a inclusão econômica trouxe foi a maior convivência entre pessoas com e sem deficiência. Isto contribuiu para que inúmeros preconceitos e paradigmas fossem quebrados ou, ao menos, diminuídos, tornando o processo de inclusão social um pouco mais natural.

A lei de cotas pode sim melhorar, de forma a incentivar a inclusão das pessoas com deficiências mais acentuadas, que atualmente são ponderadas da mesma forma que as com deficiências mais leves, além de criar mecanismos que reconheçam as empresas que tenham profissionais com deficiência em posições mais estratégicas, já que, para a cota, o peso de se ter um diretor com deficiência é exatamente o mesmo de se ter um auxiliar, desta forma contribuindo para a associação entre profissionais com deficiência e baixa qualificação.

Com tudo, a lei de cotas foi, e ainda é, um instrumento legal fundamental para a inclusão econômica e sobretudo, social, das milhões de pessoas com deficiência no Brasil.

Por Guilherme Bara, gerente de Relacionamento e Diversidade da FEE®.

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