Atração

Pesquisa revela que metade dos profissionais já sofreu preconceito ou discriminação no trabalho

Levantamento realizado pela VAGAS.com aponta que metade dos profissionais (50%) já enfrentou situações de preconceito ou discriminação no trabalho. Desse total de respondentes, 35% afirmaram que foram discriminados pelo cargo que ocupam. A maior parte das ofensas (63%) foi praticada por homens e 54% das empresas não possui um canal direto para denúncias.

“É um dado preocupante porque a nossa pesquisa procurou identificar os principais tipos de preconceito e discriminação que os profissionais mais sofrem no trabalho. Não acreditávamos que ainda exista esse tipo de diferenciação pelo cargo que a pessoa ocupa e numa proporção tão alta, que fosse o destaque desse levantamento. Ainda mais por tudo que acompanhamos e vemos de campanhas e iniciativas de empresas para melhorarem o ambiente corporativo”, conta Rafael Urbano, coordenador da pesquisa na VAGAS.com.

O estudo “Preconceito e Discriminação no Trabalho” foi realizado de 3 a 15 de maio deste ano, por e-mail, para uma amostra da base de currículos cadastrados no portal de carreira VAGAS.com.br, contemplando homens e mulheres que trabalham ou já trabalharam. Dos 1731 respondentes, 50% já sofreram algum tipo de preconceito ou discriminação. Essa base de 861 respondentes é composta, em sua maioria, por mulheres (55%), com idade média de 34 anos, sem filhos (57%), curso superior (56%) e ocupando cargos de nível auxiliar/ operacional (36%).

A pesquisa revela ainda que 41% dos casos foram perpetrados por um superior hierárquico, 30% pelo chefe direto do ofendido, 23% por funcionários do mesmo nível e apenas 6% dos episódios foram ocasionados por colaborador de função hierárquica inferior. O estudo aponta também que a maioria das ofensas (63%) é praticada por homens ante 37% por mulheres.

Minoria leva denúncia adiante

A maioria das vítimas prefere manter o silêncio, de acordo com os dados coletados: 85% não denunciam a conduta. Ou seja, apenas 15% declaram ter dado ciência dos casos às suas empresas. O medo de perder o emprego (44%), o medo de represálias (30%), vergonha (13%), receio que os colegas de trabalho achassem que a culpa foi da própria vítima (8%) e sentimento de culpa (4%) são as principais razões apontadas para evitar a denúncia. Ainda foram registrados outros motivos, como conivência da empresa, não valer a pena fazer a denúncia, perda de tempo, falta de conhecimento etc.

Dos 15% que decidiram se manifestar contra o preconceito, 78% informaram que o agressor continuou na empresa, 12% foram demitidos e 10% não souberam informar o que aconteceu com o ofensor após a denúncia.

Falta de controle e ausência de canal para denúncias prevalecem nas companhias

Seis em cada dez respondentes (61%) acreditam que as empresas não consigam controlar o preconceito e a discriminação no ambiente de trabalho. Os 39% restantes acreditam que sim.

Quando questionados se a empresa possuía um canal direto para denúncias, mais da metade (54%) informou que o local onde trabalha não tinha essa opção. Já 27% não sabe ou desconhece, enquanto 19% afirmaram a existência desse canal para denúncias em seu ambiente de trabalho.

De acordo com 52% dos respondentes, este episódio não impossibilitou ou dificultou sua vida profissional. Para 48%, no entanto, o fato trouxe consequências à carreira.

“Se não há um controle ou um canal oficial para denúncias, a vítima se sente menos protegida e segura para levar o problema adiante. Sem esse aparelhamento e acolhimento fica mais difícil o funcionário se expor. Muitas vezes ele não sabe a quem recorrer”, explica Rafael Urbano, da VAGAS.com.

Comentários

comentários

Desde 1998 p&n é uma plataforma de conteúdos referência em Gestão de Pessoas e mundo do trabalho. Tanto nas versões web e impressa, com sua linha editorial independente, é focada na melhor entrega de informações e serviços para os profissionais de RH.

curte com a gente!

© 2017 Revista Profissional & Negócios. By Rockbuzz | Estratégia Digital

TOP
Web Analytics