Estratégia

Precisamos falar sobre economia compartilhada

Certamente você já ouviu falar sobre a economia inclusiva, tema muito debatido e considerado “na moda”, mas pouco aplicado na prática no Brasil. O conceito também conhecido como economia sustentável tem a finalidade de atender às necessidades e os direitos dos seres humanos, criando oportunidades para a geração de renda, promovendo a distribuição equitativa da riqueza e, assim, permitir o acesso a bens e serviços públicos a fim de garantir condições de vida digna para toda a população, reduzindo as desigualdades sociais e erradicando a pobreza.

Segundo informações divulgadas pelo Fórum Econômico Mundial no Ranking de Desenvolvimento Inclusivo deste ano, os brasileiros ocupam a 37ª posição no grupo dos países emergentes.  Entre os critérios avaliados pelo levantamento estão o crescimento e desenvolvimento, a inclusão e administração sustentável dos recursos financeiros e naturais. Diante desse cenário, é possível concluir que estamos muito atrasados e precisamos evoluir.

Por compreender a importância da economia inclusiva, o Fórum Econômico Mundial de 2018 discutiu o assunto em Davos, na Suíça. A principal preocupação é o tratamento da repartição de renda. Os especialistas afirmam que não há outra forma que não seja a economia compartilhada. Vale destacar, inclusive, que essa questão não é apenas um problema do poder público e sim de todos, inclusive das empresas.

Dentro do âmbito de negócios também é preciso melhorar a cultura de competição de livre mercado. Ao cumprirem-se as leis, a livre concorrência ajudará a evitar a concentração exagerada de alguns mercados e garantirá as mesmas oportunidades a todos, evitando o estrangulamento de cadeias produtivas.

Além de analisar todas essas influências externas, as companhias não podem esquecer de olhar internamente: os seus processos são sustentáveis? É fundamental enxergar todos os elos da cadeia: desde os extrativistas em uma atividade primária até o exercício da inovação no uso intensivo da tecnologia, de forma que todos sejam beneficiados, e, que exista a proteção dos recursos naturais para evitar que a expansão dos negócios não signifique a devastação.

Para concluir, tanto o poder público como o universo corporativo devem exercer o seu papel, pois assim, vamos conseguir melhorar não somente a nossa colocação no ranking, mas também garantir condições para um ambiente intolerante à corrupção e comprometido com a justiça social – o que certamente resultará na inclusão de todos.

Por Wellington Rodgério, diretor financeiro do Grupo Sabará.

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