Engajamento

Saúde é prioridade para as mães que conciliam maternidade e carreira, indica Kantar IBOPE Media

Ser mãe é um trabalho em tempo integral. Conciliar essa tarefa, que demanda tanto, com uma carreira profissional é um desafio que milhares de mulheres enfrentam diariamente. Afinal, equilibrar os cuidados com os filhos e as obrigações do trabalho faz com que a agenda se torne apertada e, muitas vezes, os horários entrem “em conflito”, para a agonia de muitas mães trabalhadoras. Pensando em auxiliar as profissionais nesse desafio, muitas empresas estão adotando soluções que flexibilizem a rotina de trabalho, permitindo que as mães participem dos cuidados dos filhos e ao mesmo tempo consigam entregar os projetos com os quais se comprometeram. Em alguns momentos, isso pode significar levar trabalho para casa, finalizando-o depois de colocar as crianças na cama, ou fazer jornadas com mais intervalos, permitindo levar e/ou buscar os filhos na escola, por exemplo. Empresas que fazem esforços desse tipo têm ganhado a simpatia de uma parcela considerável dos profissionais, sendo muitas vezes referidas como “mother-friendly”, ou parceiras das mães, em tradução livre.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 30 milhões de mães trabalhadoras, que representam mais de 51% do total de 54,7 milhões de mulheres acima de 15 anos com filhos. Neste cenário, para acolher esse grande contingente de trabalhadoras, as empresas precisarão se adaptar.

Para Sebastian Codeseira, diretor de Trends & Futures na Kantar Futures, os funcionários de hoje veem o mundo de uma forma diferente, baseados em novos valores e expectativas, o que impacta também os incentivos para a contratação e retenção de talentos. “Os coladores esperam que as companhias apoiem um estilo de vida que traga bem-estar e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Mais do que permitir horários flexíveis ou home-office, isso significa conseguir encaixar a rotina da empresa para apoiar profissionais com filhos pequenos, com desafios familiares ou alguma dificuldade de saúde em particular. Não se trata de colocar barreiras entre onde começa e termina o ambiente profissional, mas de compreender que o colaborador se traz por inteiro por onde passa, seja na empresa ou na sua casa”.

Tornar um ambiente de trabalho “mother-friendly” não é apenas alterar o espaço físico ou o horário de trabalho. O conceito também inclui desenvolver políticas de apoio à maternidade no ambiente de trabalho, com estratégias que estimulem a amamentação, os cuidados com os filhos menores, e a flexibilização de horários. Tais atitudes têm reflexo direto na qualidade de vida das mães e na qualidade do serviço da empresa, pois ajudam a diminuir o absenteísmo e a rotatividade dos funcionários, que nos Estados Unidos chega a gerar perdas de até 11 bilhões de dólares. Flexibilizar os horários permite que os colaboradores não precisem escolher entre cuidar de si mesmos (ou de suas famílias) e se dedicar ao trabalho.  De acordo com dados do Target Group Index da Kantar Ibope Media, 76,3% das mães que trabalham afirmam que pagariam qualquer preço por sua saúde, bem mais do que mães que não trabalham ou mulheres sem filhos, o que poderia incluir inclusive o “custo” de faltar ao trabalho para cuidar de um compromisso médico, como a vacinação dos filhos.

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