Gestão

Sente calor no trabalho? Norma regulamenta as condições ideais

Todo mundo já sabe que o verão é a estação mais quente do ano. Mas, nem todos têm conhecimento dos direitos que a legislação garante para os funcionários com relação à temperatura. A norma regulamentadora 17, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), prevê diversas regras que precisam ser seguidas no ambiente de trabalho para garantir as condições adequadas.

Trabalhar sentindo calor pode ser prejudicial à produtividade do colaborador. Segundo o médico Rui Bocchino Macedo, clínico geral da Paraná Clínicas, “o calor aumenta o gasto de energia pelo corpo. Assim, quando ficamos expostos a temperaturas mais altas, ocorrem mais comumente sintomas como cansaço, sono e fadiga”.

O médico indica que o ideal é trabalhar em um ambiente arejado com ar natural. Se não houver janelas, a saída pode ser procurar equipamentos que climatizem o ambiente. “Quando o organismo sofre com a alta temperatura, ele tenta economizar energia e, ainda, pode aumentar a sudorese. No suor estão contidos elementos como sódio, potássio, entre outros. O aumento na sudorese faz com que haja a perda desses eletrólitos, o que pode gerar outros problemas, como câimbra e fraqueza”, explica o clínico geral.

Para evitar problemas graves e o desconforto nos funcionários, as empresas precisam ficar atentas às normas regulamentadoras. “A NR 17, do Ministério do Trabalho e Emprego, determina que a temperatura do ambiente de trabalho deve ficar entre 20 e 23ºC e a umidade relativa do ar não pode ser menor do que 40%. Já a ISO 9241 recomenda temperatura entre 20º e 24ºC no verão e 23 a 26ºC no inverno, com umidade relativa entre 40% e 80% e velocidade máxima do ar a 0,75 m/s”, esclarece Ângela Glomb, advogada especialista em Direito do Trabalho.

A advogada também orienta como a empresa deve proceder, já que não há como ter o controle sobre a temperatura em todos os ambientes. “O que a gente indica é colocar um papel com estas recomendações próximo ao aparelho de ar-condicionado ou ao controle. Assim, cada um que for mexer no equipamento fica sabendo das orientações. Se tiver pessoas que não gostam do ar e outras que preferem o ambiente mais fresco, é possível também remanejar os colaboradores e deixar os que não gostam mais longe”, recomenda Ângela Glomb.

A escolha do que vestir também ajuda na hora de enfrentar o calor do verão. E aqueles trabalhadores que ficam expostos ao sol, também precisam tomar alguns cuidados. “O uso de roupas leves e claras é o ideal. A hidratação também é um item fundamental nestes casos. Para aqueles que trabalham ao ar livre, existe a preocupação da exposição solar. Esse trabalhador deve se expor o mínimo possível à exposição solar, por isso o uso de protetor é de fundamental importância. Sempre que possível, o trabalhador deve procurar lugares com menor incidência de raios solares, mas, mesmo em um ambiente com sombra, deve ser usado o protetor solar”, finaliza o médico.

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