Desenvolvimento

T&D é arma contra alto turnover e baixa produtividade

Segundo estudo promovido pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), em 2016, houve um crescimento de 24% no valor aplicado em treinamento e desenvolvimento (T&D) para os trabalhadores no Brasil, ou seja, 624 reais, em média, para cada funcionário. Com as mudanças no cenário político-econômico e a redução dos efetivos nas empresas, esse segmento se mantém como uma tendência estratégica no ambiente corporativo para potencializar o desempenho das equipes. Mas não só por isso, o T&D auxilia a solucionar uma deficiência: os baixos índices de produtividade do brasileiro somados à fraca retenção de talentos no mercado de trabalho. Em 2015 a International Conference Board divulgou dados apontando que a produtividade brasileira corresponde a apenas 25% do desempenho norte-americano. Aliado a isso, em dezembro de 2016, a rotatividade, segundo dados fornecidos à Reuters, pela consultoria Tendências, é de 7% em relação ao total de pessoas que foram empregadas e desempregadas no período destacado, podendo dobrar em segmentos como o varejo ou o relacionamento com o cliente.

A questão financeira continua, em grande parte dos casos, sendo um fator determinante na retenção de talentos e/ou no nível de turnover das equipes. Os colaboradores menos produtivos foram demitidos e os profissionais que continuam precisam fazer mais com menos e sob pressão. Segundo o Country Manager da Learning Tribes no Brasil, Pierre-Jean Quetant, o treinamento e desenvolvimento pode ajudar a trabalhar a empregabilidade dos profissionais, oferecendo outro tipo de motivação, como, por exemplo, facilitar mobilidade interna ou o caminho para objetivos individuais. “Na França, os cursos de treinamento do grupo Acticall, de relacionamento com o cliente, desenvolvidos pela Learning Tribes, podem ser validados como diplomas do ensino superior. É um bom exemplo para o colaborador facilitar sua promoção ou sua mobilidade interna de forma sustentável”, diz Pierre.

Referente à produtividade, o investimento na capacitação profissional se torna matéria de sobrevivência para a economia, procurando mais eficiência, assegurando a rentabilidade das operações e a sustentabilidade dos negócios. Pierre-Jean Quetant explica, que apesar do desafio, é preciso capacitar seus colaboradores, também de forma prática, oferecendo enfatizando competências além de conhecimento. “A tendência natural é querer passar o máximo de informação ao colaborador, de forma linear e vertical, sem se preocupar com a adequação do conteúdo ao trabalho exercido pelo colaborador”.

Comentários

comentários

Desde 1998 p&n é uma plataforma de conteúdos referência em Gestão de Pessoas e mundo do trabalho. Tanto nas versões web e impressa, com sua linha editorial independente, é focada na melhor entrega de informações e serviços para os profissionais de RH.

curte com a gente!

© 2017 Revista Profissional & Negócios. By Rockbuzz | Estratégia Digital

TOP
Web Analytics