Gestão

A terceirização e o trabalho temporário em segundo plano

O Brasil se divide nas manchetes diárias, deixando os brasileiros atônitos sobre o caminho a seguir e o futuro da Pátria. Discute-se eleição direta ou indireta, a Operação Lava Jato, os desdobramentos das delações premiadas, políticos se engalfinham no Congresso e as esquerdas promovem balbúrdia nas ruas, com direito a incêndio do patrimônio público, como se a violência pudesse substituir o império da lei.

O Brasil fica de pernas pro ar no meio desse tiroteio, como já esteve inúmeras vezes ao longo de sua trágica história – e sempre é puxado para trás na difícil jornada em busca de uma civilização mais avançada. O fato é que o brasileiro que trabalha não pode interromper suas tarefas e se dedicar só a discussões – tem contas a pagar.

Enquanto o debate político invade os noticiários, a indústria precisa produzir, o comércio vender e o setor terciário oferecer seus serviços. Por isso, o bom senso deve prevalecer nesse momento, separando a discussão política do desenvolvimento econômico.

O Brasil não pode perder mais uma vez o bonde da história e interromper as reformas em curso, como a trabalhista e a previdenciária; ao contrário, deve aproveitar esse momento favorável do Congresso para levar adiante a modernização da economia e o aperfeiçoamento de sua condição fiscal, pilares maiores para a volta do crescimento econômico.

Por mais de treze anos a economia brasileira foi vítima de políticas desastrosas, que a levaram ao fundo do poço. Em um ano a situação mudou: depois de dois anos seguidos de queda, o nosso PIB (Produto Interno Bruto) apresentou um crescimento de 1% no primeiro trimestre deste ano. E até a indústria – setor que em geral leva mais tempo para se recuperar – cresceu 0,6% em abril em relação a abril do ano passado. Parece pouco, mas foi o melhor resultado industrial desde 2013.

Esses resultados mostram que os empresários brasileiros estão confiantes, mas cobram dos políticos o seu compromisso com a Nação. Afinal, é preciso crescer e se desenvolver, pensar em soluções engenhosas para minorar o sofrimento das 14 milhões de pessoas desempregadas e outros tantos milhões na informalidade, drama que aumenta a cada dia.

A aprovação da Terceirização e a modernização do Trabalho Temporário são fatores da maior importância para o mercado de trabalho; porém, é preciso avançar mais.

Enfim, este é o momento de se falar em criação de emprego e não em disputas partidárias. O País não pode mais ficar refém da política.

Por Vander Morales, presidente da Fenaserhtt e do Sindeprestem.

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