Estratégia

Treinamento do gestor de campo é essencial para evitar passivo trabalhista

Um estudo divulgado pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) mostrou que, em 2015, as empresas com o maior número de ações trabalhistas no Brasil foram bancos, varejistas e companhias do segmento de telefonia. No que se refere às varejistas, especialmente, Raquel Castro, Coach, especialista em Educação Corporativa, faz um alerta: “A falta de treinamento adequado dos gestores de campo é um dos motivos que eleva significativamente o passivo trabalhista dessas empresas”, diz.

Na prática, de acordo com Raquel, o que se percebe nas varejistas é que os motivos alegados pelos colaboradores para mover processos trabalhistas quase sempre têm relação com comportamentos ligados a seus gestores. “E muitos destes comportamentos podem ser ‘corrigidos’ por meio de um treinamento estruturado, uma vez que são estes gestores os responsáveis por disseminar a cultura da empresa no dia a dia das operações. Aprender a ser gestor não pode ser um processo apenas ombro a ombro, ou seja, aprendido na prática. Envolve muito mais do que isso”.

A seguir, Raquel Castro lista algumas dicas para pontuar a atuação de gestores de campo a fim de evitar passivos trabalhistas:

– Todo colaborador precisa ser tratado com justiça. Aliás, este é um dos argumentos mais citados quando há um processo trabalhista: tratamento injusto. O que isso significa, afinal? Ao lidar com o colaborador – no que se refere a folgas ou quaisquer outras situações ligadas ao trabalho – siga as normas e procedimentos da empresa, sem dar concessões em função de simpatia, amizade ou qualquer outro ‘sentimento’ ou motivação que fuja da esfera profissional. E isso deve acontecer do início ao final da relação.

– Comece certo. E o primeiro passo se dá na contratação do profissional que atuará em campo. É preciso recorrer a fontes adequadas de recrutamento e seleção para que sejam contratadas pessoas com o perfil adequado. Caso contrário, é problema na certa!

– O gestor precisa estar preparado para reagir adequadamente às pressões do dia a dia – que não são poucas. Ele precisa atender demandas do cliente, do colaborador, do empregador, da fiscalização … Caso contrário, ele será mais uma fonte de problemas para a empresa na qual trabalha. Não está dando conta? Peça ajuda!

– Ensine e aprenda com o time o tempo todo. O gestor precisa criar um ambiente de aprendizagem e motivação, e os colaboradores precisam ter um canal aberto com ele. Com este clima, até o espaço para conflitos fica reduzido. Pense nisso!

– Quando um colaborador é desligado da equipe, o processo também precisa ser encerrado corretamente: a demissão deve acontecer num ambiente privado, com respeito e no começo da jornada de trabalho. Aproveite a entrevista de desligamento como base para melhorar o ambiente de trabalho porque, normalmente, o demitido relata fatos que talvez não abordaria se permanecesse na empresa. É claro que, nesta entrevista, pode haver verdades e também inverdades, afinal, nem sempre é fácil lidar com uma demissão. Mas o gestor não deve dispensar este importante instrumento de investigação que, quase sempre, pode revelar percepções que levem a melhorias e avanços.

Comentários

comentários

Desde 1998 p&n é uma plataforma de conteúdos referência em Gestão de Pessoas e mundo do trabalho. Tanto nas versões web e impressa, com sua linha editorial independente, é focada na melhor entrega de informações e serviços para os profissionais de RH.

curte com a gente!

© 2017 Revista Profissional & Negócios. By Rockbuzz | Estratégia Digital

TOP
Web Analytics